Polícia

Da prisão, homem ajudou a planejar explosão a caixas

Tisa Moraes e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil ouviu formalmente, ontem, Héberton Moreira dos Santos, 33 anos, conhecido como Nego, acusado de ser um dos integrantes da quadrilha que explodiu três caixas eletrônicos em dois supermercados de Bauru. Héberton foi preso no dia 3 de dezembro e confessou que participou do planejamento da segunda ação, registrada no dia 11, de dentro da cadeia.

“Ele confirmou que, mesmo preso, manteve contato por telefone com os demais, orientando sobre o planejamento e a execução da segunda ação e até da terceira, que não chegou a ocorrer porque o resto do bando foi preso um dia antes”, comenta o delegado Cledson Luiz do Nascimento.

Para que o primeiro supermercado pudesse ser atacado,  Héberton foi o responsável pela tarefa de visitar o local para identificar as possíveis formas de invasão e rotas de fuga. Segundo o delegado, era Héberton quem dirigia a caminhonete S10 branca. Após o crime, ele fugiu para o Paraguai, possivelmente para trocar o veículo por drogas.

No dia 3, no entanto, já com mandado de prisão temporária decretado, Héberton foi capturado em Foz do Iguaçu (PR). No último sábado, ele foi transferido para Bauru.

Até o momento, oito membros do bando foram presos e a polícia ainda trabalha para identificar pelos menos outros três que aparecem em imagens gravadas pelas câmeras dos estabelecimentos. De acordo com Nascimento, Héberton era o elo entre os três integrantes oriundos da Capital – responsáveis pelos armamentos e explosivos - e os outros quatro, moradores de Bauru.

Conexões

Ele era, inclusive, casado com Marciara Paiola Pereira; irmão de Marcos Paulo Moreira dos Santos, vulgo Macalé; e amigo de longa data de Marcelo Antônio Brun, proprietário de uma casa noturna que funciona no Tangarás.

A esposa de Héberton foi detida na residência do casal, onde a polícia localizou R$ 5,8 mil em dinheiro, um rádio HT sintonizado na frequência da PM, tarjetas e placas de veículos e um veículo Peugeot, que havia sido roubado em São Paulo (SP) e chegou a ser utilizado para o transporte das armas dentro de Bauru.

Ainda de acordo com o delegado, para a execução do segundo crime, foi Héberton quem arquitetou, da prisão, como se daria a fuga.


Os crimes

Conforme o JC noticiou, os crimes foram registrados nos dias 29 de novembro e 11 de dezembro. Na primeira ação, houve a explosão de dois caixas de um supermercado localizado no Jd. Contorno.

Menos de duas semana depois, o alvo foi um caixa de um estabelecimento do Redentor. O montante levado pela quadrilha nos dois ataques totalizou R$ 290 mil. O bando planejava explodir, ainda, caixas eletrônicos de um supermercado no Núcleo Mary Dota, mas foi desarticulado e preso um dia antes.

Com eles, a polícia localizou armamentos pesados, como fuzis AR-15, metralhadoras, pistolas e até bananas de dinamite. Também foram apreendidos um Jetta, uma Pajero, um Pegeout 207 e um Fiat Uno. Na primeira ação, um Sentra chegou a ser queimado pelos integrantes.


O bando

Oito integrantes da quadrilha foram presos até o momento. No dia 16 de dezembro, foram capturados Marciara Paiola Pereira, esposa de Héberton; Marcos Paulo Moreira dos Santos, vulgo Macalé, seu irmão, que chegou a trabalhar como promotor de vendas em um dos supermercados alvos do bando; e Fabrício de Freitas Akioki, vulgo Japonês.

No mesmo dia, também foram detidos os integrantes da quadrilha oriundos da Capital: José Edson Peres da Silva, Willian da Luz Ladeira, vulgo Zoreia, e Erick Cristiano da Silva, vulgo Careca, que estavam hospedados em uma casa de luxo, na região do Jardim Carolina, em Bauru. O primeiro a ser preso foi Héberton, no dia 3 de dezembro, e o segundo, no dia 4, Marcelo Antônio Brun.

Fotos: Polícia Civil/Divulgação

Héberton foi ouvido ontem; sua esposa, Marciara, foi presa no dia 16, com mais 5 pessoas

 

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