O volume de vendas para o Natal caiu 1,7% em âmbito nacional na comparação com igual período do ano passado, revela balanço feito pela Serasa Experian. O levantamento foi feito do dia 18 ao dia 24 e o resultado apurado foi o pior desde o Natal de 2003. O final de semana que antecedeu o Natal, de 19 a 21 de dezembro, também mostrou queda nas vendas do comércio em 2,1% ante o mesmo período de 2013.
A capital paulista seguiu o padrão nacional e mostrou queda de 2 7% nas vendas na semana que antecedeu o Natal e recuou 3% no fim de semana. Segundo os economistas da Serasa Experian, as quedas são justificadas pelos juros altos do crediário, inflação elevada e o baixo grau de confiança dos consumidores.
Efeito Black Friday
Apesar da queda registrada pelo Serasa, o comércio eletrônico faturou R$ 5,9 bilhões no período de Natal, segundo a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico. Isso representa crescimento nominal de 37% em relação ao mesmo período do ano passado.
Foram feitos 15,2 milhões de pedidos, com gasto médio de R$ 388, entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro de 2014, período considerado para calcular as vendas de Natal. O resultado superou a previsão inicial de faturar R$ 5,2 bilhões.
A E-Bit atribui o desempenho positivo das vendas ao efeito Black Friday, que ocorreu no dia 28 de novembro e representou 20% de todo o faturamento.
De acordo com a empresa, o ingresso de 1,5 milhão de novos consumidores no Natal também colaborou para o crescimento do e-commerce no país.
Entre as categorias com maior quantidade de encomendas feitas pelos consumidores foram moda e acessórios; cosméticos, perfumaria e saúde; eletrodomésticos; telefonia, celulares informática.
Meios de pagamento
A empresa também registrou avanço nas compras feitas por aparelhos móveis.
Neste ano representaram 8,8% do faturamento --o que representa crescimento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado-- e 8,8% do total de pedidos, incremento de 96%.
Segundo a E-Bit, uma das explicações é que os novos consumidores nunca tiveram acesso à internet com computadores tradicionais, como internautas que antes usavam desktop e notebook, mas têm smartphones e tablets.