Os otimistas de carteirinha que perdoem a este articulista, mas nem tomado pela magia festiva de final de ano pode-se glorificar a entrada de 2015 como se o cenário à frente fosse de paz, harmonia e prosperidade. Não é. Com a inflação fora controle e uma economia em frangalhos, com os piores resultados de mais de uma década, o governo não consegue fechar as contas. Isso é fato. Mas, se reduzir despesas, cortar impostos e desonerar a máquina pública está fora de cogitação, só restou uma maneira de arrumar algum dinheiro: esfolar, ainda mais, a classe produtiva do país.
A começar pelo inacreditável emplacamento das máquinas agrícolas, medida que revela o viés totalitário do estado em querer controlar a produção, onerando o produtor. Estamos em passo célere a caminho da ditadura do proletariado. Para que emplacar uma colheitadeira, se ela jamais sairá de dentro da fazenda? Mas 2015 será ainda pior. O aumento da energia elétrica é outra mentira que Dilma armou ao anunciar, em ano eleitoral, que tinha reduzido o valor da conta. Assim como a gasolina que, além de aumentar, ainda trará de volta a cobrança de imposto. E mais: atenção com a volta da CPMF!
Rombo de R$ 80 bilhões nas contas externas? Esqueça. A matemática do governo resolveu de forma simples: se os gastos públicos são o problema, basta os tirar da conta e tudo está resolvido! Reconheço, os piores índices de crescimento econômico dos últimos dez anos não são culpa de Dilma ou sua equipe economica. É do modelo petista. Lula da Silva governou com bonança porque não mudou o que herdou do Plano Real, de FHC. A derrocada veio quando se afastaram daquele modelo, pois economia alguma se sustenta com arruaças promovidas pelo peleguismo, irresponsabilidade fiscal, gastos sem fim com programas e mais programas eleitoreiros e desperdício da remessa de dinheiro público para manter o comunismo das américas. A maior prova disso é que o PT foi derrotado vergonhosamente nas três regiões do país com melhores indicadores culturais e de desenvolvimento. Tal fracasso eleitoral não foi à toa.
Mas, por falar em fracasso, o que nos incomoda é a falência anunciada de nossa economia. O país não suportará o quarto mandato petista, porque é impossível combater a pobreza nacional ao custo da riqueza da produção. O raciocínio é idiota, de tão simples: quando acabar o dinheiro dos ricos, os pobres morrerão à mingua. É isso que a esquerda embolorada nao conseguiu entender em um século de fracasso.
Ivan Garcia Goffi