Asfalto no Santa Edwirges
“Está tão perto da gente...” Com essa frase, os vizinhos Aparecido Pissolotto e Francisco Ferreira insistem que o bairro Santa Edwirges precisa do que muitos querem: asfalto. De fato, não é fácil viver em ruas enlameadas de terra, há mais de 20 anos no mesmo local, e vendo a menos de 50 metros o asfalto passar por uma das ruas principais do bairro, por onde circulam os ônibus do transporte coletivo.
Aparecido realiza serviços de pintura na casa do vizinho Francisco Ferreira, que está investindo e melhorando sua casinha (colocando piso frio, inclusive). Os dois sabem que o imóvel valorizaria mais ainda. Mas não é só por isso: é para não ver o sacrifício de mulher, filhas e neta, no caso de Aparecido, enfrentando a lama quando chove.
Cristiana, filha de Aparecido, inclusive, agradece. Ela que ainda não fez 40 anos e há mais de 20 mora no bairro lembra que hoje o Santa Edwirges está muito bom. “Para mim, inclusive, não tenho do que me queixar, tive escola, creches para criar meus dois filhos, uma de 14 anos e outro de 12. Temos um bom supermercado. O comércio aqui na vila melhorou muito, mas com certeza é a falta de asfalto que nos mata.” E quando conseguir isso, a família toda vai se sentir no paraíso. Simples assim.
‘Tudo de bom’ no Jardim Redentor
“Graças a Deus tudo melhorou.” Braz Ribeiro da Silva, 64 anos, aposentado, morador do Jardim Redentor há cinco anos, está satisfeito com o que viu acontecer no bairro. Isso porque ela já havia morado na região quando mais jovem. Saiu, voltou e, hoje, está feliz da vida.
“Graças a Deus, vamos levando a vida, e está muito bom assim. O Redentor, esta região toda melhorou barbaridade. Até as lâmpadas da rua, da avenida (Cruzeiro do Sul) trocaram. Agora temos bicos duplos em alguns casos. Isso dá uma segurança e tranquilidade danada.”
Mesmo estando sentado em uma praça, na rua José Pereira Guedes, onde o lixo jogado era visível, Braz se diz satisfeito: “Não dá para ser perfeito. Tem gente para quem nada está bom. Até polícia fazendo a ronda no bairro a gente tem”.
O trânsito é uma preocupação constante
José Tadashi, 54 anos - morador do Jardim Redentor e feirante há 20 anos na esquina do início da avenida do Hipódromo - e Sebastião Laurentino, 47 anos - morador do Jardim Carolina desde 1977 e freguês de Tadashi - têm uma preocupação em comum: o trânsito naquela via na esquina da rua José Pereira Guedes, onde o fluxo intenso de veículos “está pedindo” um semáforo.
“A Emdurb esteve aqui e fez o levantamento, mas até agora nada. Se fizer isso para o ano que vem, a comunidade toda vai adorar. Até na contramão o povo entra. Aos domingos de manhã isto aqui fica um inferno”, diz Tadashi, apontando para o supermercado que é a razão de tanto movimento.
Crianças com liberdade
“Gisele e Jaqueline, minhas filhas gêmeas, hoje com mais de 30 anos, tinham toda a liberdade do mundo. Brincavam na rua, o portão ficava aberto. Foi uma delícia viver estes anos todos aqui no Jardim América, mas antigamente era muito melhor. Gostaria de desejar a Bauru, para 2015, que todas as crianças tivessem a liberdade que elas tiveram no seu bairro... para crescerem felizes. Hoje temos cerca elétrica, câmeras, portas trancadas, segurança nas ruas e medo constante. Não devemos continuar assim. Uma pena. Desejo que tudo isso mude.”
Bel Scrittore, culinarista, Moradora do Jardim América
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