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Fogo no Planeta Água

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 2 min

2015 parece avisar: "Pode vir quente que eu estou fervendo". Muito calor. E a temperatura no planeta poderá subir quase 5 graus até 2100, já indicou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Estamos tendo as amostras. O problema adicional é que, aliado ao inferno na Terra, tem-se a crise da água. Aí, danou-se.

Por isso mesmo é adequado entender (até lançar) 2015 como o Ano Vital de Consciência Sobre a Água. Porque com água faltando e sol a pino, vamos correr para onde? Apesar de gasta, a palavra "consciência" vem a calhar. Só com o uso consciente de água é que poderemos, pelo menos, ter a esperança de suportar os dias que virão.

E não tem jeito de ser diferente: é sermão mesmo. Todos precisamos ter dez mandamentos de utilização inteligente e contida de água. Há desperdício demais. Eu mesmo, certamente, desperdicei muita água em 2014. E em 2013, 2012, 2011... Sou um dos culpados. Mas penso e quero continuar a existir: posso buscar a regeneração. Ah, sem contar que a população só aumenta. A capital paulista, por exemplo, saltou de pouco menos de 5 milhões de habitantes em 1960 para quase 12 milhões em 2013, exemplificou a revista "Superinteressante".

A publicação lembrou que a Califórnia vive uma crise hídrica parecida com a de São Paulo. E dá-lhe multa contra mangueiras e excessos. Vale citar que, por aqui, vereadores aprovaram em novembro, por 14 votos a dois, o projeto do Executivo que prevê multas para quem desperdiça água em Bauru. Está no papel. Ficar parado e indiferente à questão, realmente, ninguém pode. Mas o fundamental continua sendo a postura de cada um, o que se transforma em benefícios coletivos (ou pioras gerais, dependendo do caminho escolhido).

Vamos suar em 2015, Ano do Carneiro no Horóscopo Chinês ? indicativo de reparação. Lembrando que estamos saindo de 2014, Ano do Cavalo ? turbulento e regido pelo Fogo. O mesmo Fogo que fora elemento regente do Ano da Serpente (2013) e que será do próprio Carneiro (em ciclo lunar de cada 60 anos). Trocadalhos à parte, com tanto calor e pouca água, bota fogo nisso.

O autor é editor executivo do JC

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