Esportes

Para se divertir

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Divulgação

'Temos que ir para lá como se estivéssemos indo a uma festa, e não a um vestibular'

A Corrida Internacional de São Silvestre, que fecha o calendário esportivo brasileiro, pode ser encarada de diferentes formas. Para muitos, é a oportunidade de baixar o tempo de edições anteriores ou de se superar e competir em uma prova mais extensa pela primeira vez. Outros já encararam a corrida como um encerramento do calendário, sem pressão por tempo.

 

Um deles é o corretor de imóveis Giuliano De Angelis. Aos 46 anos, o bauruense competiu em quatro meia maratonas ao longo de 2014, e irá a sua primeira São Silvestre. Mas garante que, acima de tudo, vai aproveitar para também se divertir, sem a necessidade de baixar tempo, até por ainda não ter parâmetro anterior. A prova começa hoje às 9h para o público em geral, e terá largadas antes para cadeirantes, portadores de necessidades especiais e parte do pelotão de elite.

 

“Eu sempre fiz academia, mas corrida de rua mesmo comecei em agosto de 2013, fazendo uma prova de 5 km em Bauru mesmo. Depois fiz outra corrida de 10 km, e vi que tinha resistência para competir em provas de distância maior. Neste ano, em março, corri pela primeira vez em uma meia maratona, em Florianópolis”, comenta De Angelis.

 

Depois de correr em Santa Catarina, o bauruense já emendou mais três meia maratonas. “Foram quatro ao todo em 2014. Corri depois na meia maratona do Rio de Janeiro, em São Paulo e a última foi em Bauru, em novembro”, cita. Para ele, que já se habituou às provas de 21 km, correr 15 km não será uma tarefa tão complicada, garante. “Eu nunca participei da São Silvestre, mas converso com amigos que já foram e eles relatam que é uma prova com várias subidas, com percurso difícil, principalmente no final, na subida da avenida Brigadeiro Luis Antonio”, explica.

 

Preparação

 

Após correr duas meia maratonas ao nível do mar (Florianópolis e Rio), Giuliano de Angelis encarou a meia de São Paulo, em outubro, que tem a peculiaridade de ter 4 km a mais. “É a única meia maratona que conheço que tem 25 km e não os tradicionais 21 km. Tanto que fica difícil usar o tempo de lá como parâmetro com as outras meias que fiz. E foi ainda em uma semana muito quente em São Paulo, em um horário bem parecido com o da São Silvestre, o que pode ajudar agora”, menciona.

 

Já sobre a meia de Bauru, no dia 30 de novembro, ele diz ter sido a mais difícil. “Florianópolis e Rio a gente corre ao nível do mar o tempo todo. Em São Paulo é uma prova com 4 km a mais, porém a de maior grau de dificuldade foi em Bauru mesmo, pois tem muita subida, percorremos toda a (avenida) Nações Unidas praticamente, com bastante subida. E acabou sendo meu melhor tempo, porque já estava me adaptando desde as outras corridas”, salienta. Giuliano De Angelis cita que fez a primeira meia maratona, em Florianópolis, em 1h59, depois baixou o tempo para 1h52 no Rio e chegou a 1h47 em Bauru.

 

Africanos novamente são os favoritos em SP

 

A exemplo das últimas edições, os atletas da África são os mais cotados para vencer a São Silvestre, tanto no masculino como no feminino. O etíope Tariku Bekele, campeão em 2011, e os quenianos Mark Korir, vice da São Silvestre 2013, e Stanley Koech são apontados como os favoritos entre os homens, enquanto Nancy Kipron, campeã em 2013, e Priscah Jeptoo, ganhadora em 2011, ambas do Quênia, são nomes fortes entre as mulheres.

 

A maior esperança brasileira de pódio é Giovani dos Santos, quarto colocados nos últimos dois anos.

 

A largada para cadeirantes será às 6h50, e cinco minutos depois para portadores de necessidades especiais. O pelotão de elite feminino sai às 8h40, e a partir das 9h é a vez do pelotão de elite masculino, pelotão especial (masculino e feminino) e atletas em geral. A largada e a chegada serão na Avenida Paulista (confira ao lado).

 

O maior vencedor da São Silvestre é o queniano Paul Tergat, com cinco títulos (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000) e ainda o recorde da prova, em 1995, com o tempo de 43m12s. No feminino, a maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis consecutivos de 1981 a 1986. Os últimos brasileiros a ganhar no masculino foram Marilson Gomes dos Santos (2003, 2005 e 2010) e Franck Caldeira (2006). No feminino, o País não vence desde 2006, ano em que Lucélia Peres levou o ouro.

 

 

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