Tribuna do Leitor

Adeus, Dona Iedda


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Iedda, com dois ?D?, porque desde que a conheci e ficou viúva, teve determinação, dedicação e muito trabalho como costureira para poder criar, educar e formar suas três filhas ao longo dos anos. E quando suas filhas tinham trabalhos de escola para serem feitos, lá ia dona Iedda até a biblioteca da ITE para copiar os assuntos necessários aos trabalhos. Confesso que na minha juventude quando conheci minha esposa, uma de suas filhas, até engordei um pouco por conta de sua maravilhosa comida. Às vezes, lhe perturbava e ela dizia: "O que eu faço que não é bom e bonito. Veja minhas filhas, por exemplo". O destino nos prega cada peça, pois estava a dona Iedda caminhando para a festa de seus 80 anos bem vividos, com uma dor aqui outra acolá, mas sempre firme e disposta a nos ajudar no que fosse possível. Horário era com ela mesma. Já fazia cálculos de quantas pessoas caberiam na residência da filha e questionava se não precisaríamos de mais mesas e cadeiras. Entregou-se de corpo e alma para começar a fazer suas lembrançinhas de 80 anos como uma criança. Não via a hora de chegar o dia 13 de janeiro 2015, a grande data.
Na antevéspera do Natal, em minha casa, fez suas maravilhosas roscas doces que seriam distribuídas para amigos e filhas. Deixou para fazer mais duas na manhã do dia seguinte. E se despediu dizendo: "Vou, mas eu volto amanhã bem cedinho para terminar as roscas". "Tchau, dona Iedda. Boa noite". Foi a última vez que falei com ela. Telefone toca no dia 24 pela manhã. Era meu cunhado avisando que dona Iedda não acordava. Partiu para junto de Deus, deixando um legado de educação, respeito e muito amor entre todos nós que tivemos o privilégio de conviver com ela. O nosso muito obrigado a todos os parentes e amigos que nos confortaram nessa hora tão triste. Um abraço e um bom ano de 2015 para todos.


Julio Cesar San. Francisco ? e familiares de Iedda das Neves Paredes

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