Política

Obras: Rodrigo apela a Estado e União

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.

Rodrigo: “Mantive contato com ministros na viagem a Brasília, e farei isso com os secretários estaduais”

Receber verbas dos governos estadual e federal é a grande esperança do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) para executar obras na cidade nos seus dois últimos anos de mandato (2015 e 2016). Com o orçamento cada vez mais apertado, recorrer a São Paulo e Brasília é a alternativa para manter investimentos de peso na cidade.

Amanhã começa efetivamente a segunda metade do atual mandato de Rodrigo - o setor administrativo da prefeitura parou no último dia 31. E ele cita como pretende conseguir mais verbas “de fora” diante de um cenário financeiro ruim no País. “Vamos ter de buscar recursos, e para isso já mantive contato com ministros na viagem a Brasília, e em São Paulo farei o mesmo com os principais secretários de governo. Continuarei visitando as secretarias estaduais todas as quartas-feiras, em busca de verba”, pontua.

 

Estado

 

Em âmbito estadual, Rodrigo elenca algumas obras como prioritárias. “Temos a construção das margens da Rodovia Marechal Rondon na área urbana de Bauru, que a concessionária (Via Rondon) precisa fazer até 2016, mas que estamos conversando para que isso seja adiantado ao máximo. As estatísticas que chegam à prefeitura mostram que metade dos acidentes em toda a Rondon ocorre na nossa área urbana”, lembra. Outra rodovia, a Bauru-Iacanga, está em fase final de duplicação no trecho até o trevo de acesso ao Aeroporto Moussa Tobias, já com marginais no perímetro urbano (regiões do Colina Verde e Vila São Paulo).

 

Ainda junto ao governo estadual, Rodrigo pretende ampliar parcerias já existentes. “Na Saúde, por exemplo, temos várias demandas, como a sequência da reforma do Hospital de Base, a utilização do prédio do Centrinho, a reforma do Hospital Manoel de Abreu, e na área de Justiça precisamos agilizar a implantação da Cidade Judiciária. Todos esses temas precisam avançar bastante em 2015”, comenta.

 

“Há ainda a implantação de uma Regional do Detran, o Vila Dignidade (Secretaria de Habitação) e mais investimentos em estradas rurais, tudo isso também com o Estado. No poder público, a gente sabe que nem tudo é rápido, pois há um prazo para se fazer os projetos, depois para se captar recursos, licitar e executar, e ainda temos atrasos com construtoras. Muita coisa continuará com o próximo prefeito ”, completa.

 

Bauru terá dois deputados estaduais nos próximos quatro anos: Pedro Tobias (PSDB), reeleito, e o estreante Celso Nascimento (PSC), ambos da base de sustentação do governador Geraldo Alckmin (PSDB). “As conversas com eles (deputados estaduais) são preliminares ainda. O Pedro, até por já estar na Assembleia, tem um diagnóstico da situação da cidade e do Estado, e o Celso nós percebemos também que vem com bastante disposição, e os dois podem ajudar Bauru”, comenta.

 

Sucessão

 

As trocas no primeiro escalão, que começaram com a substituição de Richard Vendramini por Célio Bucceroni na Administração, seguirão em outras pastas. Seplan, Semma e DAE seriam os principais alvos, mas o prefeito prefere não adiantar nada. “Estou avaliando onde vamos mexer, mas queremos concluir isso até o final da próxima semana para ter a equipe definida para os dois últimos anos de mandato.” Sobre seu sucessor, a base aliada promete ter mais de um candidato, ou seja, Rodrigo será obrigado a escolher alguém para apoiar. “Não vejo com preocupação isso, nem em relação à Câmara.”

 

Rodrigo voltará a Brasília para participar de reuniões 

 

Com o governo federal, onde seu partido (PMDB) faz parte da base aliada, Rodrigo acredita em continuidade das ações que começaram na primeira gestão de Dilma Rousseff. “Já há a sinalização de que teremos um PAC 3, e também uma nova linha do Minha Casa, Minha Vida, então deveremos ter recursos em áreas de infraestrutura. Na parte de educação, sete escolas estão em construção com verba federal, e apesar de toda a situação financeira, o governo deve continuar investindo nos municípios”, menciona.

 

Para ele, sem investimento estadual e federal, as cidades não conseguem se viabilizar. “É algo até batido já, mas o Franco Montoro (ex-governador de São Paulo) dizia que é nas cidades que as pessoas vivem, e não no Estado ou na União, e isso é uma realidade. Eu sou vice-presidente da Frente Nacional de Municípios, e conseguimos uma vitória importante que foi o aumento de 1% de repasse no Fundo de participação dos Municípios, sendo 0,5% agora e 0,5% em 2016. Mas sem recursos do Estado e da União, é impossível fazer grandes obras”, argumenta.

 

Neste mês, Rodrigo voltará a Brasília, ainda sem data marcada, para se reunir principalmente com os ministros das Cidades (Gilberto Kassab), Integração Nacional (Gilberto Occhi) e Esporte (George Hilton), áreas em que Bauru possui demandas específicas. Na última pasta, a cidade aguarda a liberação de verbas para a pista de skate (ao lado do Aeroclube), já licitada, e para um ginásio nas proximidades da FIB. Uma nova arena com capacidade para 5 mil pessoas na Nações Norte também será pleiteada, com custo estimado em R$ 20 milhões. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), cuja verba de R$ 118 milhões foi liberada a fundo perdido pela União, deve ter a licitação concluída em breve. O viaduto inacabado, por sua vez, pode ser entregue em meados de março ou abril. “O que falta é um laudo técnico. Temos dois orçamentos, mas precisamos de três. Eu já passei de carro lá em cima e está tudo em ordem. Não era uma obra prioritária para nós, mas a cidade queria a conclusão.”

 

 

 

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