O Ministério das Cidades ao suspender por 90 dias a obrigatoriedade do extintor ABC nos automóveis em circulação no País deixou de agir de forma irracional.
Embora em vários países o extintor nos carros não seja obrigatório, nada contra a iniciativa de se exigir seu uso aqui no Brasil. No entanto, é quase que impossível apagar um incêndio num carro com um extintor pequeno e muitos motoristas não sabem operá-lo. E, por acaso, as auto-escolas, no momento em que se tira a carteira de habilitação, treina os motoristas, com a supervisão do Corpo de Bombeiros, para aprender apagar incêndios sem se ferir? Veja só que incoerência!
E outra: o carburador e o distribuidor já foram substituídos pela injeção eletrônica e nesse caso os incêndios se tornam raros. Mas o lobby dos fabricantes com a anuência infrutífera do governo federal, agora passam a exigir um modelo mais caro, do tipo ABC, que é descartável e portanto não pode ser recarregado como se fazia com o extintor BC.
Não podemos nos esquecer do conto do vigário que foi aquele "Kit Primeiros Socorros" que logo caiu em desuso, deixou de ser obrigatório e que com certeza tornou milionários alguns amigos do rei e da confraria administrativa que sempre impera em setores do governo central. E a exigência do extintor ABC vai pelo mesmo caminho e até já sumiu das lojas para majorar os preços e extorquir os motoristas brasileiros.
Pedro Valentim