O Jornal da Cidade (7 de jananeiro, página 17) publicou noticiário com título em destaque: "Piso dos Professores terá aumento de 13,01%", diz MEC.
Segundo a grande notícia, o valor passará dos atuais R$ 1.697,00 para R$ 1.917,00 o que representa um aumento de 13,01%.
Comporta registrar: a Constituição Federal no inciso IV, do artigo 7º, dispõe: "salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender suas necessidades visitais básicas e as de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim".
O inciso V, do artigo 206, dispõe: "Valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos".
Evoco 1954, terminado o curso normal de formação profissional do professor primário, pela saudosa Escola Normal Livre "Guedes de Azevedo" de Bauru, em 1955, autarquia federal do Ministério dos Transportes, nomeado professor primário efetivo da escola isolada rural masculina do bairro do Ribeirão Grande, município de Alto Alegre.
Lembro-me de funcionário da E.F.N.O.B., antigo, oficial administrativo, chefe de seção, que me perguntou: Você vai se demitir para lecionar em fazenda? Quanto vai ser o seu salário?" Minha resposta o deixou admirado: "Tudo isso?! Vai ganhar mais do que eu que já tenho tempo para aposentar-me..."
De fato, os professores do magistério público primário do Estado de São Paulo eram muito bem remunerados. Na época, havia uma galhofa sobre o marido de professora primária, afirmando que era chupim. O salário da esposa era tão bom que o marido podia deixar de trabalhar.
Infelizmente, hoje o salário do casal de professores é insuficiente para uma vida condigna. Deixa muito a desejar.
Ressalte-se: li noticiário que um membro da magistratura, juízes, desembargadores e do Ministério Público, promotores de Justiça e procuradores de Justiça, recebem auxílio moradia de R$ 4.700,00, mesmo possuindo casa própria e auxílio creche de R$ 300,00.
Comporta evocar o livro "O que o Brasil quer ser quando crescer?" (autor Gustavo Ioschpe - Editora Objetiva Ltda). Capítulo 1: "A falência da educação brasileira".
O autor é professor aposentado