Regional

Jovem que se afogou é enterrado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O adolescente de 16 anos que afogou-se anteontem à tarde na piscina municipal de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) foi sepultado ontem sob forte comoção. A prefeitura informou que, logo após o acidente, um funcionário do local iniciou os procedimentos de primeiros socorros para tentar reanimar o jovem. A Polícia Civil já instaurou inquérito para apurar o caso.

O fato ocorreu por volta das 16h30, na rua Padre Moisés de Miranda, Centro. No local, há duas piscinas mantidas pelo município, que funcionam das 13h às 18h. O espaço é aberto a toda a população mas, para utilizar as piscinas, os interessados devem fazer carteirinha e exame médico no Centro de Saúde.

Fábio Muriel Prado nadava na piscina mais profunda com um grupo de amigos e, após mergulho, de acordo com a polícia, não retornou à superfície. Assim que testemunhas perceberam que o adolescente havia se afogado, pediram auxílio a um servidor público que trabalha no local para retirá-lo da água.

O prefeito de Reginópolis, Marco Antônio Martins Bastos (PSDB), explica que o funcionário possui curso de salva-vidas e de primeiros socorros. “Foi esse funcionário que fez o primeiro atendimento”, revela. “Uma enfermeira que estava passando pelo local também ajudou até a chegada da ambulância”.

Inicialmente, Fábio foi levado ao Centro de Saúde da cidade, de onde foi transferido para o Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa de Iacanga. Porém, não resistiu e morreu logo após dar entrada na unidade. “Nós estamos aguardando a divulgação do laudo do IML para saber realmente o que aconteceu”, conta.

Ainda segundo o prefeito, as duas piscinas costumam receber, em média, de 20 a 30 pessoas por dia nos dias mais quentes. O corpo do adolescente foi velado no Velório Municipal e sepultado ontem, no final da tarde, no Cemitério de Reginópolis. O funeral foi integralmente custeado pelo município.

Investigação

A delegada de Reginópolis, Rosimeire Bárbara de Souza, declarou ontem que instaurou inquérito para apurar o caso e que, informalmente, o legista do IML adiantou que Fábio morreu em decorrência de afogamento.

Segundo ela, o laudo oficial ainda não foi divulgado. A delegada antecipou ainda que, num primeiro momento, não há indícios de que tenha havido alguma falha por parte do município no socorro prestado ao adolescente.

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