João Rosan |
|
|
Risco: motoristas e motociclistas desviam das várias imperfeições e ondulações no novo asfalto da avenida Nuno de Assis |
Desde agosto do ano passado, parte da avenida Nuno de Assis se transformou em um grande canteiro de obras por conta da instalação dos interceptores de esgoto no rio Bauru. As interdições do trânsito na margem direita da via, que provocaram muitos transtornos na região de intenso fluxo de veículos e pessoas, já terminaram. Contudo, os transtornos persistem, principalmente para os motoristas que trafegam no trecho entre o viaduto inacabado até a Praça Paradesportiva.
Apesar da tecnologia não destrutiva ter sido utilizada no serviço, a maior parte das obras exigiu a abertura de valas, danificando o asfalto da Nuno. A empreiteira contratada para a implantação da tubulação, a Stemag Engenharia e Construções, é obrigada também a recuperar a pavimentação. Contudo, as reclamações dos condutores têm girado em torno, justamente, da qualidade desse serviço.
A equipe do JC esteve no local e constatou as imperfeições no asfalto, que, além de danificarem os veículos, geram riscos de acidentes.
Proprietário de uma empresa na quadra 6 da Nuno de Assis, Max Jeferson Pereira, 44 anos, diz que a qualidade da pista não chega a 10% do estado anterior às obras dos interceptores.
“Ficou péssimo. Mesmo dentro do limite de velocidade, por conta das ondulações, os automóveis perdem a estabilidade”, relata.
Segundo Max, o principal alvo da pavimentação de baixa qualidade são as motocicletas, pois, tentando desviar dos desníveis na pista, são jogadas por seus condutores em cima dos carros. “Virou uma confusão”.
Paliativo
O DAE, responsável por contratar as obras, alega que o serviço executado até agora é paliativo e toda a via será recapeada após o término da instalação dos interceptores. O problema é que isso só deve ocorrer em abril, prazo para fim das intervenções na margem esquerda do Rio Bauru, que ainda nem começaram. Até lá, os motoristas terão que se acostumar com a pavimentação de baixa qualidade.
A assessoria de imprensa da autarquia informa ainda que o solo de outros trechos no lado direito do rio terão que ser abertos para que a empresa providencie novas ligações de esgoto. O asfalto teria sido implantado na via antes da conclusão dos serviços por conta da pressão de comerciantes locais para que o tráfego na Nuno fosse liberado o mais rápido possível.
Reparo
Os problemas no asfalto do trecho mais próximo do Centro da avenida são reconhecidos pelo DAE. A autarquia, no entanto, garante que a situação já esteve pior e foi amenizada pela Stemag após solicitação de técnicos do poder público.
A partir de amanhã, o serviço será refeito, ainda de forma paliativa, nas proximidades do viaduto inacabado, onde a qualidade da pavimentação é ainda pior.
A obra
O contrato entre a autarquia e a empreiteira tem o valor de R$ 16,7 milhões e prevê a implantação de 11 quilômetros de interceptores às margens do rio Bauru e do córrego Água Comprida, na região do Jardim Contorno.
Após a conclusão das obras, Bauru deixará de despejar esgoto in natura em corpos d’água localizados na área urbana do município. Enquanto a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) não for construída, os dejetos serão lançados no Rio Bauru, nas proximidades do Distrito Industrial 1.