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A pequena Heloísa veio, junto com familiares, para Bauru; avião foi adaptado para o transporte |
A Polícia Militar (PM) transportou de avião uma bebê de três meses para realizar uma cirurgia de reconstituição facial, no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (Centrinho/USP). A criança, que nasceu prematura (35 semanas) e pesando apenas 1,5 quilo, estava internada desde o nascimento na Capital e precisava passar por uma cirurgia de correção de fissura palatina.
“A criança precisava de um transporte adequado e em menor tempo”, explicou a capitão Fabiana Maria Ajjar, de 44 anos, médica da equipe responsável pelo monitoramento da bebê Heloísa.
A viagem, que levaria cerca de 4 horas e 30 minutos por terra, foi feita em apenas 45 minutos na última sexta-feira. Segundo a capitão, o hospital onde a bebê estava internada fez a solicitação de transporte e a Coordenadoria Operacional da PM autorizou.
“É bom ver a mãe [da criança] feliz. É complicado ter um bebê com problema de saúde e o Estado poder fornecer ajuda é muito bom”, disse a capitão Fabiana, que atua na PM há 14 anos.
O avião em que Heloísa foi transportada precisou ser adaptado às necessidades da menina. A criança viajou acompanhada de sua mãe, de 17 anos, e da avó, até o hospital na cidade de Bauru.
Além da capitão Fabiana, a equipe do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM (GRPAe) que fez o transporte aeromédico da bebê foi composta pelos pilotos Wiliam Moisés de Barros, que é major; Rodrigo Mantovani, capitão; e pelo enfermeiro Fernando Luiz Ferreira do Prado, que é sargento.
Estatísticas
No ano passado, o GRPAe atendeu 2.176 ocorrências aromédicas. Foram 543,81 horas do voo, nas quais 470 vítimas foram atendidas, além de terem sido feitas 39 remoções e 40 transportes de órgãos.
