J.Serafim/Divulgação |
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Paulo Henrique da Silva admite ameaças feitas a prefeito |
A pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias do suspeito do atentado contra o prefeito de Getulina (120 quilômetros de Bauru), Fábio Augusto Alvares (PMDB), o Gutão, ocorrido no último fim de semana (leia mais abaixo). Paulo Henrique da Silva confessa ter ameaçado de morte o chefe do Executivo, mas nega ter efetuado os disparos que atingiram a casa do peemedebista.
O delegado Artur Manoel Nogueira Franco, responsável pelo expediente na cidade, conta que representou pela prisão de Paulo visando à conclusão do inquérito. “Nós não poderíamos ficar inertes diante de um fato que foi grave”, diz. “Nesse caso, não tinha ninguém que teria visto (os tiros), só que tinha circunstâncias, quatro ou cinco ocasiões que antecederam os tiros onde ele ameaçava o prefeito”.
O mandado de prisão foi expedido anteontem, no início da noite, e ele foi levado à Cadeia de Avaí. Além do depoimento de testemunhas, o delegado aguarda resultado do exame residuográfico feito pelo suspeito, que poderá indicar eventuais vestígios de pólvora nas mãos dele. Segundo Franco, se ficar comprovada a participação de Paulo no atentado, ele poderá responder por tentativa de homicídio.
Relembre o caso
Conforme divulgado pelo JC, por volta da 0h do dia 11, a casa do prefeito foi alvo de seis disparos, que atingiram janela de blindex da sala de jantar. Ele acionou a Polícia Militar (PM) após ouvir a sequência de tiros, mas relatou não ter visto o autor do crime. Os policiais fizeram buscas, mas nenhum suspeito foi encontrado.
Gutão contou à reportagem que passou a receber ameaças de morte na tarde de sábado. “Um rapaz ligou me xingando, eu desliguei o telefone e ele foi em casa armado. Tinha três testemunhas”, diz. “Ele falou para a Polícia Militar que ia me matar, algemaram ele e ele continuou falando que ia me matar”.
Segundo o prefeito, o homem foi levado à delegacia e liberado em seguida. As ameaças teriam continuado quando eles se encontraram na rua logo depois. “Às 21h, um funcionário da prefeitura veio na minha casa e avisou que ele tinha falado que iria me matar”, declara. “Às 23h30, houve os disparos”.
Com medo, Gutão contratou dois vigilantes particulares para cuidar da sua segurança durante 24 horas e pediu para que a esposa e filhos deixassem a cidade até identificação do autor do atentado, definido por ele como um ato “encomendado” por razões políticas.
‘Ele me humilhou’
A reportagem teve acesso a vídeo onde o suspeito declara que não tem ligação com nenhum grupo político e confirma as ameaças, mas nega envolvimento no atentado. Ele alega que trabalhou como segurança na festa do Ano-Novo, realizada por empresa terceirizada pela prefeitura, e não recebeu o valor combinado até o último dia 7.
Para solucionar o impasse, segundo a versão de Paulo, funcionário municipal teria feito o pagamento a ele com recursos próprios para ser reembolsado posteriormente. O fato teria irritado o prefeito, dando início ao desentendimento entre eles. “Ele me humilhou bastante”, disse na gravação.
