Observando aos fim-de -semana o comportamento de algumas crianças, cheguei à conclusão de que elas são realmente o "futuro do País". Não só do País, mas de toda a humanidade. Aliás, se os teóricos da sociedade estiverem certos. Elas são autônomas, criativa, brigam entre si e depois já estão conversando. Caem, empurram, derrubam e continuam a brincar, são o "bom selvagem" de Rousseau. O que será que nos torna diferentes delas? A sociedade ou o tempo?
Independente do fator, que não cabe definir, o interessante é vê-las em convívio. Tá certo que dão trabalho para os pais que querem o melhor para elas, educando-as à base de birras e choros, mas também não somos os melhores exemplos.
Revolucionários porque entre elas não há normas estabelecidas, e, se estabelecem, meia hora depois já não mais existem. Se uma manda, em outro momento ela está perguntando por quê. Enfim, observá-las é ver em cena aquele livro de Thomas Morus, "Utopia". Sem falar na curiosa data (12/10) em que se comemora o dia das crianças e o de N.S. Aparecida.
Rafael Ramos Teixeira