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O Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde e considerada o maior centro de prevenção do suicídio da América Latina, atua há 33 anos em Bauru. Contudo, pela 1.ª vez em todo esse tempo, a instituição não realiza atendimento telefônico há 15 dias porque a sede da entidade mudou de lugar e ainda não há linha no novo espaço. Enquanto isso, quem precisa de apoio, fica sem.
Além da ausência de telefone, os voluntários da entidade Antonio Alves da Silva, Mirian Mouco de Oliveira e José Carlos dos Santos, contam que o espaço atual não atende todas as necessidades do grupo. “Estamos em uma pequena sala no Centro de Atendimento da Rede de Proteção Social Especial (Creas), mas precisaríamos de um espaço com três cômodos, porque promovemos cursos e reuniões entre os voluntários”, pontua Antonio Alves da Silva.
Após 20 anos atendendo em uma sala da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), a entidade saiu de lá em dezembro de 2013 e foi para um espaço cedido pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), na quadra 19 da rua Manoel Bento Cruz, no Jardim Higienópolis. Em janeiro desse ano, o CVV foi transferido para a sede do Creas, na quadra 11 da rua Raposo Tavares, também região do Higienópolis.
“Desde que saímos da sala da Emdurb, nunca mais ficamos em um endereço definitivo”, acrescenta a voluntária e coordenadora do grupo, Mirian Mouco de Oliveira. É por isso que os membros do CVV aproveitaram para pedir ajuda à iniciativa privada. “Somos gratos à Sebes por todo o apoio que nos deu no decorrer do tempo. Porém, precisamos de um espaço maior”, conta o voluntário José Carlos dos Santos.
Apoio
Sem qualquer obrigação legal de dar apoio ao CVV, a Sebes cedeu espaço à entidade por duas vezes depois que os voluntários saíram de uma sala na Emdurb. De acordo com a titular da pasta, Darlene Tendolo, a relevância do serviço prestado pelos voluntários é inquestionável. “É um trabalho voluntário que se assemelha ao profissionalizado, que é realizado pelas nossas equipes. É feito com dedicação e só tem a somar”, reitera.
Darlene aproveita para tranquilizar os voluntários do CVV e a população. Entre segunda e terça-feira da próxima semana, a linha telefônica já estará liberada. “Tivemos de abrir um processo licitatório para comprar o cabeamento. Como demanda tempo, vamos ceder uma linha do Creas para a entidade”, revela a secretária. Questionada se a solução pode atrapalhar o serviço da prefeitura, Darlene afirma que existem outras linhas disponíveis.
Trajetória
O CVV é uma entidade sem fins lucrativos e tem como principal iniciativa o Programa de Apoio Emocional realizado pelo telefone, chat, e-mail, VoIP, correspondência ou pessoalmente nos postos da entidade em todo o País. O serviço é gratuito, oferecido por voluntários que se colocam disponíveis à outra pessoa em uma conversa de ajuda.
Em Bauru, a instituição foi criada em março de 1982. No início, o atendimento era 24 horas. Entre 1996 e 2000, o público passou a ser atendido das 15h às 7h e atualmente o serviço ocorre das 15h às 23h. Além disso, o CVV em Bauru hoje conta com 20 voluntários e, quando havia telefone, cada um deles trabalhava por quatro horas.
Serviço
O CVV existe há 33 anos em Bauru e costumava atender, em média, 12 ligações diárias dos usuários. Para aqueles que estiverem interessados em ajudar a entidade, seja para a concessão de um espaço mais adequado ou como voluntários, basta entrar em contato com Antonio Alves da Silva, membro e coordenador de divulgação do grupo, por meio do telefone (14) 3011-7736.
João Rosan |
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Antonio Alves da Silva, Mirian Mouco de Oliveira e José Carlos dos Santos, da CVV |

