Tribuna do Leitor

Fatos relevantes


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No intenso ano de 2014, a imprensa, mais uma vez, cumpriu seu papel de acender a luz e expor aos olhos da nação os fatos relevantes.
No cumprimento de seu dever, a imprensa investiga e analisa os fatos, faz sua interpretação deles e, em muitos casos, aponta caminhos e correções que lhe parecem apropriados de acordo com sua visão do mundo. É natural que isso agrade a alguns e desagrade a outros.
O eixo central da imprensa é o convencimento de que a principal função do Estado é assegurar a todos os brasileiros o acesso aos meios de que precisam para lutar por uma vida digna. Que todos tenham acesso ao saneamento, à educação e à saúde de qualidade. Não basta constatar a brutal desigualdade de renda no Brasil. Para reparar essa distorção, é vital ter em mente que ela é consequência da brutal e histórica desigualdade no acesso à educação de qualidade. Não há política de distribuição de renda capaz de, sozinha, corrigir essa injustiça histórica.

É preciso produzir riqueza e gerar recursos, e o caminho para isso é o crescimento econômico. São infindáveis os debates sobre como crescer. Isso é saudável. Mas a situação crítica em que nos encontramos nos encoraja a defender com ênfase a manutenção e o aprofundamento dos valores básicos necessários ao crescimento econômico sustentável, frutos do conhecimento por experiências de sucesso nas sociedades abertas. São elas liberdade de expressão, democracia representativa, livre-iniciativa, estado de direito, transparência e ética. É nesses valores que acreditamos estar o mapa do caminho para a construção do país justo e próspero que desejamos.

É certo que só com reformas estruturais retomaremos o crescimento vigoroso imprescindível. É preciso começar já as negociações para reformar as práticas políticas, tornar o sistema tributário mais saudável e permitir que as relações trabalhistas sejam mais vantajosas para empregados e empregadores. O esforço exigido nesse processo é monumental. Ele só dará resultado se superarmos a visão simplista de que para que uns ganhem outros têm que perder, e tudo isso não requer negociações complexas ou custosas, pois depende apenas das atitudes cotidianas de cada um de nós.A França está mostrando a todos nós como devemos ter atitudes a favor da liberdade, democracia e estado de direito, depende de cada um de nós.

Antonio Carlos Azevedo dos Santos

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