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Uso de extintor ABC gera polêmica

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Exigência esbarra com o problema do motorista desconhecer como utilizá-lo adequadamente

A exigência para a substituição dos extintores de incêndio automotivos com carga de pó BC por ABC esbarra não apenas na dificuldade de encontrar o produto nas lojas, em todo o País. Especialistas têm afirmado que, mais do que exigir a troca do equipamento de segurança obrigatório, é preciso fazer um trabalho educativo, já que grande parte dos condutores nunca teve sequer contato com o equipamento ou sabe usá-lo adequadamente. 

 

O engenheiro mecânico e consultor automotivo Marcos Camerini afirma que a exigência dos extintores automotivos de modo geral não significa mais segurança aos condutores.

 

O prazo para fazer a troca foi prorrogado de 1 de janeiro para 1 de abril deste ano por conta da falta do produto no mercado. 

 

 “Ninguém sabe usar ou lembra do extintor debaixo do banco na hora do incêndio. A pessoa ainda acaba se arriscando e até se queimando, ao tentar apagar. O extintor era necessário quando não existia a injeção e a ignição eletrônica. Antigamente, era mais comum o vazamento de combustível no carburador”, declara Camerini. 

 

Ele cita como exemplo o posicionamento de alguns países europeus, perante a lei que no Brasil já possui mais de 40 anos.

 

Grandes fabricantes, países como a Alemanha, China, Estados Unidos, Suécia e Japão não exigem a obrigatoriedade do item. Já na Inglaterra, apenas ônibus e táxis são obrigados a terem o extintor. “Essa exigência no Brasil está muito estranha. É como a história do kit de primeiro socorros”, reforça o consultor automotivo.

 

A opinião, no entanto, é rebatida por Valdeir Magirni, que lida com o comércio do produto há 50 anos em Bauru. “Já combati muito incêndio em carro usando extintor, acho necessário sim. Mas penso que as autoescolas deveriam ensinar seus alunos a como manusear o extintor de forma correta”, completa Magrini. O novo extintor tem adicionado em sua composição a substância necessária para combater incêndios do tipo A, como, por exemplo, no estofado do carro.

 

Extintor D

 

 Não exigido para veículos automotores, o extintor classe D envolve metais combustíveis  pirofóricos, como magnésio, lítio, alumínio fragmentado, zinco, titânio. Este tipo de incêndio é caracterizado pela queima em altas temperaturas e por reagir com agente extintores comuns, principalmente que contenham água. Para a contenção, são necessários reagentes que se fundam em contato com metal combustível, formando uma capa que isola do ar atmosférico, interrompendo a combustão pelo resfriamento. 

 

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