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Secretário de Alckmin critica "Charlie" e diz: "eu sou Maomé"

Folhapress
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 O novo secretário de Justiça de São Paulo, Aloisio de Toledo Cesar, criticou os cartunistas franceses do jornal “Charlie Hebdo” e avaliou que eles fizeram “mau uso da liberdade de expressão”. 

 

Em edição histórica, publicada na semana passada, o periódico satírico publicou na capa uma caricatura do profeta Maomé chorando e segurando um cartaz em que se lê “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), o que foi considerado provocativo por líderes islâmicos. 

 

A frase virou símbolo de defesa à liberdade de expressão na França depois do ataque terrorista na sede da publicação de humor, que deixou doze mortos, cinco deles cartunistas. 

 

“Não posso deixar de externar a minha mais profunda indignação ao mau uso da liberdade de expressão dos cartunistas franceses, que já provocaram mortes e insistem em dar chicotadas nos muçulmanos, desafiando-os e, quem sabe, até dando risadas disso”, escreveu o secretário em seu Facebook. 

 

Para o também desembargador, ao publicar novas charges, os cartunistas franceses negam o direito do homem de poder exercer livre escolha de sua religião. Segundo ele, “humilhar provocativamente os muçulmanos equivale a instigá-los e a desafiá-los.” 

 

“Essa torpe atitude soa quase como uma declaração de guerra. Será isso exercício do livre direito de expressão ou uma leviandade que envergonha a espécie homo sapiens?”, questionou. 

 

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