A Polícia Militar de Piratininga acompanha de perto a ocupação da Fazenda Recreio de Piratininga, desde a madrugada do último sábado (17), conforme divulgou o site JCNET. Ontem, o dia foi de tranquilidade e expectativa porque deve haver uma movimentação jurídica ainda nesta segunda-feira.
Localizada a 25 quilômetros de Bauru, a fazenda é histórica, tradicional e ponto de litígio desde o primeiro governo do então presidente Lula, segundo Antonio Carlos Lorca, o Toni, líder do Movimento Sem Terra Bandeirantes.
O líder disse que desde 2012 o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já tem a posse oficial do local para efeito de exploração em reforma agrária, mas ainda não foi feito o assentamento e, por isso o movimento foi iniciado.
Ainda segundo o dirigente dos sem-terra, e o pagamento das terras pelo governo foi feito para o antigo dono, para que legalmente o Incra tomasse posse, mas uma empresa de reflorestamento começou a explorar a área plantando eucaliptos.
Por essa razão, o movimento com a presença de 140 famílias, mais de 250 pessoas, ocupou o local. Já o presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde Guimarães, confirmou a ocupação, mas disse tratar-se de cerca de 100 famílias.