Imagens cedidas ao JCNet |
|
|
|
Belinha foi morta pelo vizinho, com forte pancada na cabeça |
A Polícia Civil encerrou nesta segunda-feira (19) o inquérito do caso de agressão a animal doméstico que resultou na morte da cocker Belinha, ocorrido no último dia 12 deste mês, e que gerou revolta em parte da população bauruense, que se manifestou nas redes sociais. A cachorra sofreu traumatismo craniano causado por um golpe na cabeça e morreu após ter hemorragia cerebral e ter todos os dentes quebrados (leia mais abaixo).
De acordo com o delegado Paulo Calil, responsável pela condução das investigações, foram ouvidas todas as testemunhas: o vizinho, um eletricista de 44 anos, e a dona do animal. Foi levado em consideração também o laudo clínico emitido pelo veterinário que avaliou a morte da Belinha. As identidades dos envolvidos foram preservadas na reportagem por motivo de segurança.
“Após ouvir todas as partes, o vizinho acusado confessou que teria desferido uma chinelada e um chute na cabeça da Belinha. Segundo ele, para separar uma briga entre as duas cachorras. A dele e a da vizinha (Belinha), que foi atingida”, disse Calil.
Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil encerrou as investigações e encaminhou o caso ao Poder Judiciário de Bauru com embasamento na Lei 9.605/98, de crime ambiental, considerado pela Justiça como baixo potencial ofensivo.
Se condenado, o autor poderá pegar pena de prestação de serviços à comunidade.
Relembre o caso
Conforme o JCNet noticiou com exclusividade na última terça-feira (13), a morte da cocker Belinha, de 4 anos e de porte médio, ocorreu no bairro São João do Ipiranga, na região da avenida Castelo Branco e do Jardim Ouro Verde, quando ela apanhou de um vizinho. O fato aconteceu após ela escapar de casa e ir parar na residência do agressor, de onde saiu gravemente ferida. Ela morreu minutos depois. Um laudo clínico apontou que o animal sofreu traumatismo craniano (leia mais abaixo).
Bruno Freitas/Reprodução |
|
|
Laudo clínico da Belinha atesta que o animal morreu vítima de traumatismo craniano e que sofreu hemorragia cerebral |
Segundo a dona, a cadela Belinha escapou quando ela chegou em casa do trabalho por volta das 20h30 do dia 12. “Eu abri o portão e ela fugiu para a rua. Nisso, estava lá uma cachorra do morador da casa da frente. Elas se estranharam e começaram a brigar. A cachorrinha dele, que é mais ou menos do tamanho da minha, fugiu para dentro do quintal da casa dela e a Belinha foi junto. Depois voltou toda machucada, com os dentes quebrados e sangrando muito. Agora, a minha cachorrinha está morta. Isso é revoltante. Foi uma perda irreparável para a minha família e agora meus filhos choram a sua ausência”, relatou a proprietária do animal.
Um morador que estava por perto e passou em frente ao portão na hora do ocorrido foi testemunha chave na conclusão do inquérito da Polícia Civil.
Hemorragia cerebral
A mulher e a filha levaram a cachorrinha até uma clínica veterinária 24 horas localizada na avenida Castelo Branco, mas o animal não resistiu aos ferimentos e morreu.
Um laudo clínico, emitido pelo veterinário Tales Alfini da Silva, apontou que Belinha sofreu pancadas na cabeça, que resultaram em traumatismo craniano e numa hemorragia cerebral.
“Eu faço plantões 24 horas e quando me ligaram vim correndo para a clínica, mas a Belinha já chegou nas minhas mãos sem vida. Ela estava com ferimentos característicos de espancamento de chutes. Além do ferimento fatal na cabeça, ela estava com praticamente toda a arcada dentária quebrada”, relatou o veterinário na época.
.jpg)
.jpg)