Polícia

Policia Civil informa denúncia de estupro em Bauru

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

 

Na tarde de anteontem, a pé, a vítima decidiu utilizar um atalho para voltar para casa, ou melhor, um acesso que liga o Parque City à Vila São Paulo. 

 

Ela teria sido obrigada a entrar em um terreno baldio, cenário do crime. Diante disso, Bauru registra a primeira denúncia de estupro contra  uma mulher em 2015. 

 

Na tarde de ontem, Priscila Bianchini, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), ouviu o depoimento da vítima. Ela contou à polícia que, quando se aproximava da quadra 8 da rua Sebastião Arantes Figueiredo, na Vila São Paulo, foi abordada pelo autor do crime, que a agarrou pelo pescoço dizendo que não queria dinheiro e que portava uma faca. Depois, a diarista afirmou ter sido arrastada até o terreno baldio.

 

“Nós aguardamos o laudo do legista para confirmar o estupro e a vítima também vai se submeter a um exame de lesão corporal”, argumenta a delegada responsável pelo caso. 

 

Se constatado o estupro, o próximo passo será chegar ao atuor por meio do reconhecimento fotográfico [ele parte do banco de dados da polícia e é apresentado à vítima] e levantamento de testemunhas.

 

Contudo, a mulher disse que não viu ninguém passar pelo local no momento do crime. Em relação às características físicas do autor, a diarista não havia se lembrado de muitos detalhes, mas o descreveu como um homem de cerca de 40 anos, moreno claro, com aproximadamente 1,65 metros de altura, cabelo liso e ralo na parte alta da cabeça, um pouco acima do peso, barba por fazer e rosto achatado.

 

Depois da denúncia do crime, a vítima foi hospitalizada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Mary Dota. 

 

Ela já fez o exame de corpo de delito na Maternidade Santa Isabel, prestou depoimento à polícia e foi liberada para casa. 

 

Já o autor (se comprovado o crime e o homem for identificado) poderá cumprir uma pena de 6 a 10 anos de reclusão. O caso foi registrado como estupro de autoria desconhecida e segue sob investigação.

 

Orientações

 

Quem iria imaginar ser vítima de estupro durante o dia? Mas pode acontecer. É o que adverte a delegada Priscila Bianchini. Ela orienta que as mulheres evitem utilizar atalhos, principalmente aqueles que sejam cercados por terrenos baldios e ruas quase sem movimento, independentemente do horário. 

 

“O recomendado também é evitar caminhar por longas distâncias. Se puder utilizar o transporte coletivo, melhor ainda”, finaliza Priscila. 

 

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