O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, afirmou ontem que, após a tragédia do jornal satírico “Charlie Hebdo”, o país deve se voltar para dentro e encarar seu “apartheid territorial, social e étnico”.
Valls disse ainda a jornalistas que o combate ao ódio, ao racismo e ao antissemitismo na França é urgente, especialmente nas regiões periféricas mais degradadas, que abrigam muitos imigrantes.
Cidadania
Ontem, o premiê Valls participou da cerimônia que deu cidadania francesa ao malinês Lassana Bathily, empregado do mercado judaico que ajudou clientes a se esconderem durante o sequestro.
Difamação a Paris
A Prefeitura de Paris vai processar a rede americana de TV Fox News por “difamação” e prejuízos à imagem da capital francesa durante a cobertura do atentado à sede do jornal satírico “Charlie Hebdo”,.
No dia 10, Nolan Peterson, da Fox, comparou Paris às piores zonas de guerra e exibiu um mapa de regiões da cidade “vetadas para não muçulmanos”.
Cinco dias depois, o comentarista pediu desculpas e disse não ter nada a ver com o mapa, que apontava como “proibidas” áreas de grande afluxo de turistas, como Montmartre.