Aceituno Jr. |
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Léo do Rasi puxa a bateria durante ensaio, mas antes confere as fantasias
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Do frevo ao maracatu. Do xaxado ao fandango. Quem não se alegra com uma dança? Seja participando ou até mesmo assistindo. É dessa arte do corpo que o Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) Coroa Imperial da Grande Cidade vai falar no Sambódromo, no desfile que acontecerá às 23h10 do dia 16 de fevereiro.
O Brasil é recheado de cultura e a dança é uma dessas raízes fortes. Por isso a escolha desse tema, que foi dividido entre os 450 integrantes, 12 alas e cinco carros alegóricos. A letra do samba-enredo é de Léo Lima, mais conhecido como “Léo do Rasi”, compositor e intérprete da agremiação.
“É uma grande força-tarefa para tudo isso acontecer. Os preparativos começam logo após o Carnaval, passando a Quaresma. Já sentamos e decidimos o enredo e começamos a pensar no que vamos precisar fazer para angariar recursos: pedir um patrocínio, fazer uma festa da pizza, por exemplo. Não pode faltar nada.”
Todo ano há uma surpresinha no desfile da Coroa Imperial e neste não seria diferente. “Quem sabe colocar um instrumento musical surpresa que tenha a ver com o enredo da escola?”, complementou Léo, em tom de suspense.
O professor do curso de design da Unesp de Bauru, Cláudio Goya, entrou para a comunidade há pouco mais de dois anos como convidado e tornou-se o carnavalesco oficial da Coroa Imperial. A escolha do enredo partiu da imaginação de Goya.
“Resolvemos trabalhar com dança e começamos a estudar um pouco das danças brasileiras. Vamos falar de todos os tipos de dança: de salão, folclórica. Tudo o que envolve dança, inclusive a cultura brasileira”.
Dentre os destaques está o belo carro do ballet, que, apesar de ser uma dança tipicamente italiana, russa, inglesa e francesa, está muito arraigado na cultura do Brasil. “Vamos homenagear as três primeiras professoras de ballet de Bauru”, acrescentou Goya.
Tudo novo, de novo
Desde que entrou para a agremiação, Cláudio Goya foi notando que, pela qualidade de material usado, as fantasias podiam ser tranquilamente recicladas sem perder a magia e a beleza que impõem na avenida.
E não é que a ideia deu certo. Parece que tudo nunca foi usado, mas é reciclagem. “Olhe só como é possível reutilizar”, disse o carnavalesco mostrando as belas peças de roupa, chapéus e outros diversos adereços. “As pessoas costumam usar a fantasia uma vez e acabam doando ou guardando, sendo que ela pode ser reaproveitada. Então decidimos trabalhar com a reciclagem”.
Além da própria comunidade, que cede as próprias residências como barracão para a confecção de roupas e até partes de carros alegóricos, os alunos de Goya, que fazem parte de diversos projetos de extensão ligados à comunidade carente, também ajudam. “Temos 12 alunos aqui contribuindo para a preparação do Carnaval”, finalizou.
