Política

Chuva ajuda rio, mas adutora rompe

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Após as chuvas de quarta-feira e a leve queda nas temperaturas, o que reduz o consumo de água, o nível da lagoa de captação do Rio Batalha voltou a subir, apesar de não ter alcançado o patamar ideal de 2,60 metros. Até a tarde de ontem, ela havia atingido a marca de 2,47 metros, sete centímetros a mais que no dia anterior. Apesar disso, o desabastecimento atinge, entre ontem e hoje, 80 mil pessoas que vivem no Centro e na região Sul de Bauru.

Isso porque, na tarde de ontem, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) constatou o rompimento de em na adutora de 14 polegadas (35,5 centímetros de diâmetro), localizada na quadra 18 da avenida Comendador José da Silva Martha, que está interditada para o tráfego de veículos, no sentido Centro-Bairro.

O episódio afeta os moradores de 10 bairros: Centro, Altos da Cidade, Jardim América, Jardim Europa, Vila Universitária, Jardim Panorama, Jardim Aeroporto, Jardim Estoril, Parque das Nações e Vila Serrão; além de dois residenciais: Tivoli e Vila Lobos.

As intervenções para recuperação da tubulação começaram ontem, mas a autarquia não estipulou prazo para a conclusão dos trabalhos, que, com certeza, porém, duraria até o início dessa sexta-feira.

Além da adutora de 14 polegadas rompida, outra de 18 polegadas (45,7 centímetros de diâmetro), também deixou de fornecer água para o Centro e para a região Sul, agravando ainda mais o abastecimento.

Ambas as tubulações estão, paralelamente, a apenas um metro de distância entre si. De acordo com o DAE, a medida foi tomada por razões de segurança, a fim de evitar acidentes, em função da complexidade dos reparos necessários.

O buraco aberto para o conserto é de dimensão muito maior do que os rotineiramente preparados para as intervenções nos constantes rompimentos de adutoras: tem três metros de profundidade por seis de largura.

A adutora rompida, de fibrocimento, será trocada por tubulação de ferro dúctil, material mais resistente. Segundo a autarquia, a substituição ocorre em todas as manutenções promovidas na tubulação da cidade.

Reservação

Até o conserto da adutora e a normalização do abastecimento, com o enchimento dos reservatórios, a população afetada contará apenas com a água de suas caixas. De acordo com a recomendação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o volume de água reservado para uso doméstico deve ser, no mínimo, o necessário para 24 horas de consumo normal.

O DAE, por sua vez, solicita economia de água aos consumidores desses bairros e vai disponibilizar caminhão-pipa, caso necessário, através do 08007710195, que recebe ligações apenas de telefone fixo, ou 3235-6140 e 3235-6179 para ligações feitas por aparelho celular.


Nível da lagoa

Cerca de 40 dias após o fim do rodízio de água para os bairros atendidos pelo Rio Batalha, o nível da lagoa de captação voltou a cair na última terça-feira, levando o DAE a emitir alerta sobre o risco de desabastecimento.

Na ocasião, o patamar chegou a 2,50 metros, 10 centímetros a menos que a marca ideal. Anteontem, o nível caiu ainda mais e chegou a 2,40 metros.

Nessa quinta-feira, após à chuva de 8,6 milímetros do dia anterior, segundo dados do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), a lagoa atingiu a marca de 2,47 metros.

O DAE atribui a oscilação negativa à falta de chuvas regulares e ao consumo elevado nos últimos dias, quando as altas temperaturas bateram recorde de até 27 anos. A autarquia chegou, no início da semana, a cogitar novo rodízio.

Ontem, no entanto, apesar do calor persistir, a temperatura máxima caiu da margem entre 35,7 e 38 graus para 31,1 graus. Para hoje, o pico esperado é de 32 graus.


Bairros abastecidos

O Rio Batalha abastece 150 mil pessoas, equivalente a 38% da população de Bauru. Além do Centro e da Zona Sul, parte da Bela Vista e da Vila Falcão, Vila Independência e Jardim Ouro verde também estão interligados à Estação de Tratamento de Água (ETA).

Esses bairros, contudo, não foram afetados pelo rompimento da adutora de 14 polegadas nem pelo bloqueio da tubulação de 18. Isso porque a água é levada para essas regiões por uma terceira adutora, independente.

 

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