Malavolta Jr. |
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Concilig/Bauru estreia hoje na Superliga B com objetivo de chegar à elite nacional
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Vice-campeão da primeira edição da Superliga B Feminina, em 2014, o Concilig/Vôlei Bauru vem credenciado como um dos principais candidatos ao título neste ano, e, consequentemente, ao acesso para a Superliga da temporada 2015/16 – apenas o campeão sobe para a elite do vôlei feminino nacional.
Após quase dois meses de preparação, a estreia será hoje, às 18h, no Ginásio Panela de Pressão, contra a AABB de Brasília – adversário que Bauru venceu no ano passado, em casa e fora. A tabela deste ano prevê ainda mais quatro jogos como mandante, e apenas dois como visitante.
O técnico Chico dos Santos avalia a situação de Bauru para a estreia. “O principal é que as jogadoras estão assimilando conceitos do voleibol moderno, que visa reduzir ao máximo os erros. No Paulista do ano passado, a gente errou muito, errava bloqueios, bolas para fora, e neste período de treinos conseguimos melhorar bastante nesse aspecto. E quando você não erra, força o adversário a errar”, comenta, mostrando a filosofia de trabalho para 2015.
Entrosamento
No Estadual, o Concilig/Bauru foi montando seu elenco com o campeonato em andamento, quando chegaram jogadoras como a levantadora Camilla Adão e a central Valeskinha (que depois deixou a equipe). Agora, todo o plantel para a Superliga B treinou junto durante quase dois meses, e não há a previsão de chegada de novas atletas, o que melhorou o entrosamento. “Estamos trabalhando com essa base desde o final dos Jogos Abertos, em novembro. Mas temos que estar atentos, é um campeonato ingrato, apenas um time sobe para a Superliga”, lembra Chico dos Santos.
Sobre um eventual favoritismo bauruense, por carregar o vice-campeonato do ano passado e pelos nomes que tem no elenco, o treinador pondera. “A gente sabe que no vôlei não tem favoritismo, tem que jogar na quadra. O nosso objetivo, claro, é ganhar essa Superliga B, mas a dificuldade será grande. Sobre o adversário da estreia, conhecemos pouco, pois elas quase não jogaram ainda, montaram o time agora, então temos que entrar atentos na partida e encontrar nosso melhor jogo”, conclui.
A levantadora Camilla Adão concorda com o comandante. “O entrosamento no vôlei é primordial, é um esporte de sintonia fina, e agora com todas treinando bem antes do campeonato já ajuda muito”, analisa. Para a estreia hoje, o Concilig/Bauru deve começar com a levantadora Camilla Adão, as ponteiras Soninha e Hellen Abreu, as centrais Carol e Alanna, a oposta Fernanda Melo e a líbero Aline.
Do time que disputou o Paulistão e os Jogos Abertos do Interior, ficaram as levantadoras Camilla Adão e Deka, as ponteiras Soninha, Nayara e Natacha, as opostas Fernanda Melo e Camila, as centrais Alanna e Hellen e a líbero Mariana. Deixaram a equipe a ponteira Mari Paraíba (Minas), as levantadora Camila Torquette (Minas) e Bárbara (Itabirito), a oposta Aline (Osasco), a central Valeskinha e a líbero Jéssica (Itabirito). A diretoria trouxe as ponteiras Hellen e Bianca, a central Carol, a levantadora Sarah e a líbero Aline.
Fórmula
Os oito times da Superliga B jogarão entre si em turno único. As quatro primeiras seguem para as semifinais (1º x 4º e 2º x 3º), em melhor de três partidas. Os vencedores vão à final, em jogo único. O campeão sobe para a elite da Superliga.
Torcida
Com cinco dos sete jogos no Panela de Pressão, Bauru aposta no fator casa para avançar entre os quatro primeiros, que jogarão as semifinais em melhor de três partidas. A final será em jogo único, no ginásio da equipe de melhor campanha, o que reforça ainda mais a necessidade de vencer em casa, para chegar com vantagem em eventual final, em março. “Vamos ter cinco jogos em casa, e isso é positivo, a gente viu no Paulista que isso fez a diferença, a torcida foi nosso sétimo jogador”, destaca a ponteira Soninha. Para agitar a galera, a diretoria adotou o ‘Tatá’ como mascote (o mesmo dos Jogos Abertos), acompanhado do pequeno ‘Dudu’.
De volta!
Prata da casa, a ponteira Natacha, 24 anos, vai para a quinta temporada em Bauru. Ela, contudo, não joga desde o primeiro semestre do ano passado, pois teve de passar por cirurgia no ombro direito. Operada em agosto, Natacha ficou fora do Paulista e dos Jogos Abertos, e voltou a treinar com bola em dezembro. A ponteira foi uma das principais pontuadoras de Bauru na Superliga B de 2014, e retorna ao time justamente neste campeonato. “A expectativa é grande, desde a Superliga B do ano passado que não jogo. Ainda não sei se vou ser relacionada já na estreia, mas para o decorrer do campeonato posso entrar e ajudar a equipe”, afirma Natacha.