"A gente está na rua para roubar." Palavras de um dos irmãos presos por fazerem arrastões em ônibus no Espírito Santo, caras assim saem às ruas "despreocupadamente", cheios de coragem provenientes de consumo de drogas e só esperam uma oportunidade para "fazer" uma casa ou assaltar pessoas nas ruas.
Minha infância e juventude passei no Centro da cidade. Minha família e muitos vizinhos "armavam" suas cadeiras nas calçadas, davam voltas em torno do quarteirão, iam a pé até o antigo Clube Paulista, à revenda Chevrolet do Martinzão na Araújo Leite com Ezequiel Ramos, assistiam lançamentos no Cine Bauru, São Paulo, Capri e na "moderna" sala de cinemas do Cine Vila Rica, saboreavam uma deliciosa "redonda" na Pizzaria Vila Rica (ainda na esquina da Ezequiel com Gustavo) ou no Bar OK, um churrasco na Gaúcha ou um "paulista" no Lanches Fátima. Aos domingos, assistiam missa na Catedral e logo após "curtiam" a Banda da Força Pública no Coreto da Praça Rui Barbosa "beliscando" um pão quentinho da Good Bread. Isso tudo sem nunca, eu disse nunca, sofrerem um assalto ou algum tipo de violência. Os poucos meliantes maiores de idade tinham respeito e medo da polícia e os menores uma "paúra" do temido Ponciano. E hoje? Experimentem fazer isso. Não pelos saudosos estabelecimentos ou locais que citei. Têm trombadinhas e drogados pelas praças, ruas centrais e demais bairros. São menores e maiores assaltando, consumindo e comercializando drogas a céu aberto. É um tal de prende e solta que acaba incentivando a prática criminosa. Pobre Bauru, até quando vamos conviver com isso, será que nunca imitaremos Nova York e implantaremos o "tolerância zero"?
Roberto "general" Macedo