A presidente da República Dilma Rousseff se reuniu nesta terça-feira (3) com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, num encontro que deu margem a rumores sobre a troca no comando da estatal e impulsionou suas ações, que fecharam com o maior ganho diário em 16 anos. As ações disparam mais de 15%.
A alteração na cúpula da diretoria da Petrobras, no centro de um escândalo bilionário de corrupção que envolve ex-empregados, executivos de empreiteiras e políticos, é esperada há meses, mas Dilma tem defendido a manutenção de Graça, de quem é amiga pessoal.
Questionada sobre sua eventual saída, após encontro com Dilma, a presidente da Petrobras não respondeu a jornalistas no aeroporto de Brasília. Sempre sorrindo, Graça Foster disse apenas que a reunião foi "muito boa".
Mais cedo nesta terça, o site do jornal Folha de S. Paulo publicou matéria sem citar fontes afirmando que Graça já teria sido informada pelo Palácio do Planalto que será substituída. À tarde, o site informou que Graça e toda a diretoria sairão no final deste mês.
Dilma estaria convencida de que a posição da executiva é "insustentável", após a divulgação na semana passada do balanço não auditado da companhia no terceiro trimestre de 2014 citando avaliações internas de que R$ 88 bilhões em ativos estariam supervalorizados devido a corrupção e falhas administrativas.
A Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto negou a saída da presidente da Petrobras no começo da tarde, mas isso não foi suficiente para desacelerar os ganhos registrados pelas ações da estatal na Bovespa.
Ainda de acordo com a assessoria do Planalto, Dilma e Graça Foster se reuniram no fim da tarde, mas o tema do encontro não foi revelado.
As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 15,47%, na máxima da sessão. O Ibovespa, que reúne os principais papéis do mercado acionário brasileiro, avançou 2,76%. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.