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Após boatos, peruanos evitam sair pela cidade

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 1 min

Um grupo de peruanos, que visita diversos bairros de Bauru para vender livros cristãos sobre saúde e qualidade de vida e foi alvo de boato nas redes sociais, decidiu se afastar das ruas durante a terça-feira. Contudo, a partir de hoje,  deverão retornar à rotina.

Conforme já divulgado pelo Jornal da Cidade, os peruanos chegaram a ser chamados de sequestradores de crianças em mensagem compartilhada mais de 500 vezes nas redes sociais, anteontem, 

Porém, os estrangeiros são estudantes da Universidade Adventista do Peru e vieram a Bauru para participar do projeto Viva Melhor, um trabalho missionário.

O boato gerou temor em moradores. Por conta disso, a assessoria de imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia enviou uma nota de esclarecimento e ratificou que não há qualquer intenção criminosa por parte dos estrangeiros. Eles apenas vendem livros cristãos para custear os estudos. O grupo (55, incluindo brasileiros) fica em Bauru até o fim do mês.

Dinheiro levado

Na última segunda-feira, quando a mensagem com o boato de que os peruanos poderiam ser sequestradores de crianças foi compartilhada nas redes sociais inúmeras vezes por bauruenses, um dos estrangeiros avisou ter sido vítima de um furto.

O grupo dele andava pelas ruas quando desconhecidos resolveram revistar os estudantes “de uma forma agressiva”.

Depois disso, o dinheiro que um dos peruanos guardava no bolso foi levado.

De acordo com a assessoria de imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o advogado da instituição registraria um boletim de ocorrência entre ontem e hoje.

Para que o grupo consiga retornar à rotina de peregrinação pelas ruas da cidade com segurança, a Polícia Militar já foi informada sobre o caso.

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