Regional

Bendine já foi office boy em Conchas

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Valter Campanato/ABr

Aldemir Bendine foi um nome de confiança escolhido pela presidente para comandar a estatal

Aldemir Bendine, 51 anos, nasceu em Paraguaçu Paulista, mas morou em Conchas (150 quilômetros de Bauru) por uma década. Foi nesta pacata cidade de pouco mais que 17 mil habitantes que o novo presidente da Petrobras construiu a vida. “Dida”, como é conhecido, já prestou serviço na função de contínuo, uma espécie de office boy, no Banco do Brasil de lá, segundo familiares.


Em 1978, com apenas 14 anos de idade, Bendine começou a trabalhar no banco de sua cidade natal como menor aprendiz. Quatro anos depois, ele foi efetivado e transferido para Conchas. Lá, “Dida” conheceu a esposa Silvana Zacharias e teve as filhas Amanda e Andressa. Em 1988, eles se casaram na Igreja Matriz da cidade.


“Foi uma cerimônia requintada, porque a dona Iracema Chaguri, sogra do ‘Dida’, era muito detalhista. Decorei a igreja e a festa também, que ocorreu no Lions Clube de Conchas”, relembra Antonio José Serafim, o Zezé, que, na época, ainda trabalhava com decoração de festas.


“Dida” era tão ligado à cidade que, no dia 3 de dezembro de 2011, recebeu o título de cidadão conchense da Câmara de Conchas. O vínculo do novo presidente da Petrobras, uma das maiores petroleiras do mundo, com o município não acaba por aí. Até hoje, ele ajuda mensalmente o Lar São Vicente, um asilo instalado na cidade.


Perfil


Formado em administração de empresas, “Dida” é funcionário de carreira do BB há 32 anos. Já foi gerente em Piracicaba, assessor na Superintendência II em São Paulo, gerente-executivo da Diretoria de Varejo, secretário-executivo do Conselho Diretor, vice-presidente e presidente do Banco do Brasil.


De acordo com Danilo Chaguri Paladini, primo da esposa de Bendine, o  novo presidente da Petrobras começou como office boy no Banco do Brasil e era muito dedicado. “O tempo foi passando e ele só foi subindo de cargo, porque realmente vestia a camisa do banco”, acrescenta.


Diante da notícia de que o parente havia assumido o comando de uma das maiores petroleiras do mundo, Danilo já previa que o primo iria longe. Ele define o parente como uma pessoa educada, simples e que não perdia um jogo de futebol por nada nesse mundo. “Nós jogávamos na Associação Atlética Conchense (AAC) e o ‘Dida’ era goleiro”, conta Danilo. (Leia mais na pág.19)


Apelido


Se alguém falar em Aldemir Bendine, poucos conchenses vão saber quem é. Por lá, o novo presidente da Petrobras é conhecido como “Dida”. De acordo com um levantamento feito pela Câmara de Conchas, o apelido foi criado pela irmã caçula, a Andrea, porque ela tinha dificuldades de pronunciar o nome dele corretamente quando era criança. Acabou ficando o apelido.


 

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