Gedielson da Silva, de Campinas, venceu, ontem, no playoff o 15º Campeonato Aberto do Bauru Golf Club, disputado com a supervisão e apoio da Federação Paulista de Golfe (FPG). No feminino, a vitória foi de Maria Aparecida da Silveira, do clube anfitrião. Silva somou 156 tacadas (parciais de 77/79), mesmo escore de Armando Yoshiura (78/78), de Bauru, que defendia seu título de 2014. Ambos disputaram dois buracos de playoff e a vitória ficou com Silva. No feminino, Maria Aparecida Silveira somou 164 tacadas (82/82) para garantir sua segunda vitória consecutiva. A vice-campeã foi Stela Miyagi, de Arujá, com 173 (86/87).
Silvio Antunes Filho, de Itapeva, venceu na categoria de index até 8,5, com 146 net, seguido por Luiz Recchia, de Avaré, com 150, e Paulo Quevedo, de Itapeva, com 150. Na categoria seguinte, de 8,6 a 14,0, o título ficou com Paulo Silva, do Paradise Golf Resort, com 140, seguido por Claudio Pedone, do Clube de Campo de São Paulo, com 145, e Otavio Lima, de Bastos, com 147.
O campeão entre os competidores de index 14,1 a 19,4 foi Silvio Camilo, de Bauru, com 139. Marcelo Fonseca, de São José dos Campos, somou 144 para ser o vice-campeão. O terceiro colocado foi Frederico Navarro, da Quinta do Golfe, com 150.
Os jogadores de Bauru dominaram a categoria de index 19,5 a 25,7, conquistando os três primeiros lugares: Alexandre Shayeb foi o primeiro, com 140, seguido por Jeferson Campos e Silvio Garcia Meira Jr., ambos com 142. Teve dobradinha de Bauru na categoria de index acima de 25,8, com Mario Campos campeão e Luiz Oliveira, vice.
Elizabeth Tatsmumi, do Arujá, levantou a taça de campeã entre as jogadoras de index até 16,0, com 151, seguida por Miyoko Higashi, de Bastos, com 162. Elizabete Yoshiura, de Bauru, venceu a categoria de 16,1 a 25,7, com 154, seguida por Maria Waki, do Arujá, com 167.
Nomes do Interior
A atual gestão da Federação Paulista de Golfe (FPG) enxerga o Interior como celeiro de jogadores promissores, que farão o futuro da modalidade. Por essa razão, transferiu sua sede política para o município, durante o Aberto de Bauru. A mesma iniciativa já tinha sido adotada em Itapeva.
“Acredito piamente nisto (no potencial do Interior)”, reitera o presidente da FPG, Antonio Carlos Padula. Atualmente, mais de 60% dos clubes de golfe brasileiros estão em território paulista, que concentra 53% dos jogadores. Padula também trabalha para que a modalidade se afaste do rótulo de etilizado. “Atualmente, é mais barato jogar golfe do que tênis ou futebol society”, afirma. Destaca ainda que a cidade de São Paulo já dispõe de centro de treinamento público de golfe, com entrada gratuita e tacos emprestados.
Quanto mais acessível for a mobilidade, maior a chance de talentos para esporte serem revelados. Dentro desta expectativa, existe possibilidade do Bauru Golf Club fechar convênio com duas escolas particulares da cidade e, assim, montar projeto de golfe nestas instituições. A informação parte de Milton Tohoru Yoshiura, presidente do Bauru Golf Club, para quem é importante aumentar o número de adeptos. “O torneio encerrado ontem foi um sucesso. O campo estava excelente e o pessoal de fora adorou”, comemora.
O Aberto de Bauru teve patrocínio de Ebara, Caetano, Tilibra, UltraWave, Imagem, Jornal da Cidade e 96 FM e apoio da FPG.
Condicionamento físico e mental
“O golfe é um esporte que exige muito de sua condição física e mental. Quem não tem esse condicionamento, joga a metade daquilo que seria seu potencial”. A afirmação é de Cidinha Silveira, 53 anos, campeã do 15º Campeonato Aberto do Bauru Golf Club, encerrado ontem. Há dez anos no esporte, ela somou 164 tacadas, nove a menos do que a segunda colocada.
“O golfe é um esporte muito individual, só depende de você. Se aprende muito dentro de campo”, comenta a jogadora de Bauru. De acordo com Cidinha, a modalidade lida com paciência, concentração, objetivos e superações, aspectos que impactaram na sua vida pessoal, social e profissional.
Para ela, oriunda do tênis de campo, a essência do golfe é a superação. “É acreditar em você, apostar, ter a consciência de que você consegue e buscar. A matemática é muito usada. Temos de avaliar se a grama está molhada, se está seca, etc. Lidamos com 14 tacos em uma partida, cada um para uma condição”, explica.
Cidinha elogia o profissionalismo dos responsáveis pelo torneio. “Foi uma superação porque temos poucos associados. A cada ano fica melhor”, conclui.
João Rosan |
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Cidinha Silveira venceu torneio. |
