Regional

Vereador é preso por embriaguez

Bruno Freitas e Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador de Lins (100 quilômetros de Bauru) Geraldo Aparecido Correia dos Santos  (PT) foi preso após ser flagrado dirigindo embriagado na rodovia David Eid (SP-381), em Lins, no início da noite de anteontem.  Ele foi conduzido até a delegacia da cidade e liberado após pagar fiança de R$ 790,00. Ao JC, o parlamentar admitiu ter ingerido uma caipirinha


O flagrante ocorreu por volta das 19h, durante fiscalização de rotina feita por uma equipe do Policiamento Rodoviária. Correia conduzia um Gol de cor branca e, segundo a polícia, foi abordado porque demonstrava sinais nítidos de embriaguez durante o percurso.

O vereador foi submetido ao teste do etilômetro (bafômetro), cujo resultado apontou  0.44 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, o que configurou a embriaguez ao volante.


Correia foi conduzido à Delegacia de Lins para prestar depoimento e recebeu voz de prisão em flagrante. O vereador pagou uma fiança arbitrada em R$ 790,00 e responderá pelo crime em liberdade.


‘Tomei uma caipirinha’


Procurado pela reportagem do Jornal da Cidade ontem à tarde, o vereador Geraldo Correia admitiu que ingeriu bebida alcóolica. “Fui de manhã até o rancho de meu tio para me divertir e passar o domingo. Tomei uma caipirinha na hora do almoço e fui dormir. Acordei umas 15h30 e fui até um rio pescar e entrei na água várias vezes”, pontuou.


“Às 17h35, saí de lá para voltar a Lins, quando a polícia me abordou. Infelizmente, por conta da caipirinha do almoço, deu dosagem de álcool no sangue. Fui para delegacia e tive que pagar a fiança para ser liberado. Eu estava ciente do que fiz,  sei que estou errado, mas não justifica o erro. Hoje, se você consome um bombom com licor já configura embriaguez ao volante”, acrescentou o vereador.


Administrativo


Questionado sobre o fato da embriaguez ao volante configurar quebra de decoro parlamentar, Correia se defendeu dizendo que cumpriria apenas punição administrativa. “Consultei meu advogado para confirmar se teria algum problema na Câmara. Ele me disse que se fosse um processo criminal, eu cairia no Lei da Ficha Limpa. Nesse caso em específico, como fui punido administrativamente, não interfere no meu mandato como vereador”, explicou.


Correia já foi presidente do diretório municipal do partido ao qual é filiado desde sua fundação, em 1980. Está no segundo mandato como vereador e foi eleito com 372 votos. A primeira vez que assumiu a função foi em 1997.

Nada oficial


O presidente da Câmara de Lins, Marino Bovolenta Júnior (PV), disse que não havia recebido até segunda-feira (9) à tarde nenhum comunicado oficial sobre o caso de embriaguez ao volante do vereador Geraldo Correia. Ainda na segunda, o assunto deveria entrar na pauta da sessão da Casa. “Se houver denúncia de vereador ou algum partido, teremos que constituir Comissão de Ética para julgar o caso. Em princípio, contudo, precisamos verificar o teor da ocorrência para só depois tomarmos as devidas providências, caso haja necessidade”, esclareceu.

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