Um menino de apenas 3 anos ficou bastante ferido após ser agredido na região da cabeça pelo próprio padrasto, no Núcleo Habitacional José Regino, em Bauru. Weliton Rodrigues de Souza, 20 anos, foi preso em flagrante por lesão corporal. A criança precisou ser socorrida para o Pronto-Socorro Central (PSC), onde recebeu atendimento médico.
De acordo com o soldado da PM Ricardo Abreu, da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), o fato aconteceu por volta das 19h de anteontem. Vizinhos acionaram a Polícia Militar (PM) após escutarem o rapaz gritando e o menino chorando. “Fomos até a residência após a denúncia e indagamos Weliton. Ele negou ter agredido o enteado e, a princípio, não permitiu a entrada. Porém, a criança apareceu no portão e observamos que ela estava com vários hematomas na região da cabeça. Perguntamos se tinha sido agredido e o menino sinalizou que sim”, disse.
Em seguida, os militares entraram no imóvel e encontraram um colchão encharcado de urina, o que indica que o menino teria chegado a urinar diante das agressões físicas. No momento das agressões, a mãe da criança não estava pelo local. “Estava apenas o padrasto e o menino na casa. Depois que a mãe foi informada, ela nos contou que há duas semanas o menino apareceu com um hematoma na testa. Questionado, o companheiro alegou que a criança teria caído no banheiro”, disse o soldado.
O menino foi socorrido e encaminhado para o Pronto-Socorro Central (PSC), onde recebeu atendimento médico. Uma conselheira tutelar acompanhou a ocorrência. “Ele estava muito machucado e não conseguia nem andar direito. Em todo tempo, o menino só chorava e apresentava medo em relação ao padrasto”, contou o policial.
A reportagem entrou em contato com a família da criança, mas ninguém quis se pronunciar quanto ao fato.
Prisão
Weliton foi encaminhado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde foi autuado por lesão corporal e uma fiança no valor de R$ 3.940,00 foi arbitrada. Ele não pagou e ficará à disposição da Justiça.
De acordo com o delegado Luiz Roberto Saúd Bertozzo, coordenador da CPJ, um inquérito policial foi aberto quanto ao caso, que seguirá sob investigação. “O flagrante foi registrado, mas começa agora um inquérito policial que apurará se outro familiar tem responsabilidade pelo fato ou não. No caso, familiares próximos que poderiam ter conhecimento das agressões e não teriam registrado boletim. Precisa, portanto, que todas essas circunstâncias sejam apuradas para poder responsabilizar com mais cautela quem quer que seja”, informou.