Polícia

Mãe alega que filho foi abusado em escola e caso será investigado

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Uma mãe foi à Polícia Civil para denunciar que o filho de 12 anos, que tem dificuldades de aprendizagem, havia sido estuprado por um colega de sala, de 14 anos. Os dois estudam em uma escola estadual de Bauru.


Os nomes dos envolvidos, assim como da instituição de ensino, foram preservados pela reportagem em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A mãe da suposta vítima conta que ele chegou à escola no ano passado e, desde então, passou a mudar o comportamento.


Questionado, o menino nunca apresentou justificativa. Contudo, na última semana, resolveu contar ao padrasto que foi estuprado pelo colega de sala. “Quando fiquei sabendo, fui tirar satisfações com a escola”, explica a mãe. No BO, consta que  o suposto responsável pelo estupro negou a denúncia.


Após o relato, o menino fez um exame médico, que confirmou que houve abuso sexual recente. “O único lugar que ele frequenta, além de casa, é a escola. Em casa, quem convive com meu filho sou eu, meu marido e meu outro filho de 9 anos. Cheguei até a questionar meu marido, mas não acredito que ele tenha cometido o abuso. Eu acredito no que meu filho disse”, diz a mãe.

O menino de 12 anos foi retirado da escola.


Investigação


De acordo com a delegada Alexandra Nogueira, em casos assim, o procedimento é encaminhado ao Fórum e o juiz da Vara da Infância e Juventude despacha para que o Ministério Público (MP) faça a investigação e, se confirmado o abuso, proponha medidas socioeducativas.


O JC apurou que o acusado pelo suposto estupro foi recolhido, mas liberado em seguida. O juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, confirma que o caso chegou ao Fórum e que a opção feita foi pela investigação.


Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informa que, diante da gravidade da denúncia apresentada à escola, uma equipe de supervisão já apura o caso.


Imediatamente, após receber os responsáveis pelo aluno, a direção afirma que acionou o Conselho Tutelar, que já acompanha o garoto, e a Ronda Escolar. A escola continua à disposição da polícia. Além disso, os pais do aluno acusado se reuniram com a equipe gestora, que também ouve colegas de sala dos garotos.

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