Polícia

Homem é condenado a 21 anos de prisão por matar e tentar estuprar jovem

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Arquivo Pessoal                                        

Aline Cristina de Oliveira Moreira tinha 25 anos quando foi assassinada

Identificado como o assassino da recuperadora de crédito Aline Cristina de Oliveira Moreira, 25 anos, Edilson Sebastião Horácio, conhecido como “Negão” foi condenado a 21 anos de prisão por ter cometido o crime e ainda ter furtado e tentado estuprar a vítima. Aline foi morta por asfixia após ser abordada por ele enquanto caminhava até um ponto de ônibus, em 3 de julho de 2013.


O criminoso foi sentenciado a 18 anos de prisão pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado (morte por asfixia, por motivo torpe, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido praticado para evitar punição de crime anterior – a tentativa de estupro). Recebeu outros dois anos de pena por tentar violentar Aline e um ano por ter furtado o celular da vítima. Ele cumprirá a condenação em regime inicialmente fechado.


O julgamento, realizado na quinta-feira (12), teve 12 horas de duração e, na avaliação do promotor de Justiça João Henrique Ferreira, resultou em uma pena justa. “O crime e as circunstâncias em que ele ocorreu foram muito graves”, comenta, destacando que Edilson foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.


O criminoso estava preso desde o dia 20 de julho de 2013, a partir da localização do celular furtado da vítima, que estava com uma pessoa que afirmou ter comprado o aparelho de Edilson. Na residência em que ele vivia, no Núcleo Beija-Flor, a Polícia Civil encontrou um tênis, cujas ranhuras da sola eram idênticas às pegadas deixadas no entorno de onde o corpo de Aline foi abandonado.


Uma terceira comprovação da autoria foram imagens do circuito de segurança de um salão de cabeleireiros localizado a cerca de 600 metros do local do homicídio, que flagrou o assassino caminhando logo atrás da recuperadora de crédito. Apesar das evidências, Edilson alegou inocência, reconhecendo apenas ter furtado o celular.


“Somente depois de ser confrontado, ele disse ter encontrado o aparelho nas imediações da ponte, mas alegou que não chegou a ver o corpo da vítima. Ou seja, ele esteve no local do crime e não há indicativos de que outra pessoa tenha estado no local”, comenta Ferreira.


O caso

Douglas Reis

Edilson foi condenado pelo homicídio quadruplamente qualificado de Aline. Pegada no local do crime era idêntica ao calçado encontrado na casa dele

O corpo de Aline foi encontrado por volta das 7h30 da manhã  do dia 3 de julho, na quadra 1 da rua Professora Julieta Guedes, no Núcleo Beija-Flor, por pessoas que passavam pelo bairro e acionaram a Polícia Militar. Com o rosto submerso, Aline estava caída no Córrego Barreirinho sob a ponte que liga o bairro Santa Luzia ao Beija-Flor


Como o corpo não apresentava rigidez cadavérica, a polícia concluiu que a vítima fora morta momentos antes de ser localizada. Próximo ao local, havia uma área de terra, onde foram encontrados um colchão, um travesseiro e manchas de sangue. No chão, havia marcas indicando que Aline poderia ter sido arrastada e jogada no rio.


Segundo informações prestadas pela polícia, Edilson era usuário de drogas e já havia sido preso por tentativa de estupro, cometido em outubro de 2012, também no Beija-Flor.

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