Carnaval 2015

Com humor e crítica, bloco agita o Calçadão de Bauru

Marcele Tonelli e Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Bloco Bauru Sem Tomate é Mixto satirizou os problemas da cidade

Malavolta Jr.

O Time inteiro do Bauru Sem Tomate é Mixto

Malavolta Jr.

Esso Maciel, fantasiado de Onça Chorosa protesta contra pedofilia , maus-tratos a animais e machismo

Um mar de paus de selfies tomou o Calçadão da Batista de Carvalho na manhã deste sábado (14). Mas, ao contrário do conceito de autorretrato, os integrantes do bloco carnavalesco informal, “Bauru Sem Tomate é Mixto”, usaram os exemplares caseiros do tal equipamento (que acopla celulares para bater foto e caiu no gosto popular dos brasileiros nos últimos meses) como forma de retratar a realidade e os problemas enfrentados por Bauru recentemente.

O aumento da tarifa do transporte coletivo, a falta d’ água que provocou dois rodízios no ano passado e a ausência de médicos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) de Bauru. Foram estes os temas que ganharam espaço em meio à marchinha carnavalesca entoada por aproximadamente cem integrantes do bloco, que marcharam e agitaram o público e comerciantes do Calçadão por quase duas horas.

A cantiga que embalou a 3ª. edição do desfile do bloco informal  é uma paródia da marchinha “Cachaça”, de Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Héber Lobato, que foi adaptada por Silvio Selva, um dos idealizadores do bloco.

Eles levaram para as ruas também uma paródia da marchinha “Cachaça”, de Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Héber Lobato.

Mulher no comando

Tatiana Calmon/Divulgação

Maria Inês Faneco e Adham Felipe Marin na concentração do desfile

Este ano, a escolhida como rainha, musa e diva do bloco foi Maria Inês Faneco, muito conhecida em Bauru pelas suas ações de cidadania, disposição em sempre ajudar quem precisa e alegria de viver.

Divulgação

Tatiana Calmon foi uma das puxadoras do samba no Calçadão

A responsabilidade pelos vocais da marchinha ficou com Tatiana Calmon, a “puxadora” do bloco (assim prefere ser “intitulada”). “Sem ela, a alegria da cantoria na rua nunca é a mesma”, salientou Henrique Perazzi.

 

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