Alegria, harmonia, animação, euforia e muita emoção. Foram esses alguns dos sentimentos que a Tradição da Zona Leste levou ao Sambódromo de Bauru neste sábado (14) de Carnaval, além claro, do espírito de sorte.
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Vítor Peruch |
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No desfile da Tradição da Zona Leste, "Vovó já dizia para tomar tomar cuidado com o mau-olhado" |
Com o enredo “Sorte tem quem acredita”, os foliões espantaram o azar com arruda, guiné, trevo de quatro folhas e muitos mais, um dia depois de uma “sexta-feira 13”.
Com 500 integrantes divididos em quatro carros alegóricos e dez alas, mais baianas, comissão de frente e bateria, a escola foi superstição do começo ao fim.
Sem deixar ninguém passar embaixo da escada, como vovó já dizia, para não ter olho gordo, a escola trouxe também pimenta junto com o samba no pé.
A Cada carro alegórico, algo espantava o azar, e o animado público nas arquibancadas do Sambódromo esperava para ver qual seria a nova alegoria relacionada à sorte.
Quem escolheu o enredo “Sorte tem quem acredita nela” foi Gisele Baroni Saes, esposa do presidente da comissão de eventos Francisco Carlos Saes, o “Chiquinho”.
O carnavalesco Eduardo Cardoso, que está ao lado da Tradição há mais de 20 anos, disse minutos antes do desfile que a organização, a evolução e as surpresas iriam trazer sorte no dia de hoje.
“Nosso desfile está bonito, organizado e tem tudo pra ser um sucesso. E além de tudo temos a sorte do nosso lado”, disse o experiente carnavalesco.
“Arruda e guiné... Ajudam espantar o mau olhado, Um banho de ervas para purificar
Xô urucubaca, sai pra lá, Meu santo é forte e ninguém vai me derrubar”, dizia o enredo da escola, e nada derrubou o samba e a cadência da Tradição da Zona Leste.
A bateria comandada pelo mestre Claudinho levantou o sambódromo neste sábado. “Peguei a bateria 10 dias antes do carnaval e já senti que tinha muita sintonia. Ano que vem teremos a bateria de crianças da Tradição da Zona Leste”, antecipou mestre Claudinho.
Mas já no desfile de hoje, Murilo Augusto, de apenas 8 anos, não deixou o samba cair com seu tamborim, ao lado do pai, Cleber Luiz Tonelli, de 36 anos.
“Ele toca melhor que eu, pois tem mais experiência, mas um dia eu chego lá também”, garantiu o menino de 8 anos.
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Vítor Peruch |
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"Meu pai toca muito bem, este é meu segundo ano na bateria e um dia eu chego lá", disse o folião Murilo |
Desfile com evolução
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Vitor Peruch |
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O mestre sala e a porta bandeiras encantaram o público |
O desfile da Tradição de Zona Leste começou com quase 15 minutos de atraso mas demonstrou muita harmonia e evolução durante o percurso.
As ciganas na comissão de frente, seguidas do baralho branco, as corujas, bruxas e velas, gato preto, pimenta, trevo de quatro folhas levaram sorte do começo ao fim do desfile da primeira Escola de Samba a pisar no sambódromo neste Carnaval de 2015.
Fotos/ Vítor Peruch |
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O enredo fala sobre superstições: trevo de quatro folhas, gato preto, escada, fitinhas do Senhor do Bonfim |
Veja vídeos: ( Victor Peruch)


