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Coroa Imperial foi a primeira escola a desfilar na noite de ontem |
“Balança o corpo, balança”, dizia o refrão do samba-enredo que a Coroa Imperial da Grande Cidade levou para o Sambódromo, no início da madrugada de hoje. Foi a primeira escola a entrar na avenida, pouco antes do fechamento desta edição.
Ainda sob a chuva fina que caía no Núcleo Geisel, onde fica a passarela do samba e a própria sede da agremiação, a Coroa entregou uma explosão de cores durante o desfile, que cantou o samba-enredo “Quem não dança segura a criança”, de Léo do Rasi.
A missão era usar o samba para enaltecer os mais diferentes gingados das danças populares brasileiras, “de Norte a Sul”, como dizia a letra da música. E a mistura deu certo logo no início, com a comissão de frente, com traje de gala, dançando não apenas valsa, mas também passos de balé e de quadrilha de festa junina.
Com muitas cores, as fantasias conseguiram explorar e caracterizar, com grande grau de fidelidade, a regionalidade de cada ritmo. Incrivelmente, muitas delas foram recicladas – e todas confeccionadas pela própria comunidade, uma iniciativa da agremiação para valorizar a integração e o talento dos próprios moradores.
Basicamente, cada ala representou uma dança. O carro abre-alas mostrou o encontro entre o balé e o samba, as baianas giraram em homenagem ao maracatu, as passistas sambaram com roupas de rumba, a bateria embalou a escola destacando o afoxé, e o mestre-sala e a porta-bandeira dançaram o minueto (dança característica da nobreza).
Estavam lá, desfilando na avenida, também, o reisado (vinculado à Folia de Reis), o forró, o mambo, o fandango, a marchinha de Carnaval, o frevo e o hip hop, entre tantos outros. Com cerca de 450 integrantes, a Coroa prestou homenagem, ainda, às primeiras professoras de balé de Bauru. Em um dos carros alegóricos, estava Dalva Corrêa, do Ballet Vitória Régia.
Devido ao horário, a cobertura completa dos desfiles das escolas Águia de Ouro, Azulão do Morro e Tradição da Bela Vista será publicada na edição de amanhã.
Voz do analista
Mesmo com chuva, a Coroa Imperial da Grande Cidade deu um verdadeiro show na passarela do samba. É o que afirma o analista Willians Coelho da Silva, o Nico. Inclusive, a escola entrou com o pé direito no Sambódromo de Bauru. “A comissão de frente veio com uma fantasia maravilhosa e a chuva forte não conseguiu tirar o glamour do grupo”, complementa.
Em relação às demais alas, o analista diz que os passistas usaram tecidos leves, o que facilitou o desfile em meio à tempestade. “Além disso, todas as fantasias conseguiram refletir o enredo”, avalia. Um ponto negativo, porém, é que o último carro continha iluminação em led, mas foi ofuscado pelas luzes do Sambódromo. “Mesmo assim, é uma forte candidata a competir com a Cartola”, finaliza.
Palavra do presidente
“Todas as escolas melhoraram muito e evoluíram demais. Trabalhamos duro o ano todo para conseguir fazer tudo dar certo. Queremos que este seja o melhor Carnaval de todos os tempos.”
Avelino Souza, Presidente da Coroa
