Carnaval 2015

Sob chuva, Tradição encerra desfiles

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Atraso, chuva e falta de público prejudicaram apresentação da escola, que relembrou seus sambas-enredos mais marcantes

A escola de samba Tradição da Bela Vista reestreou no Sambódromo, após 14 anos afastada, para relembrar seus desfiles mais marcantes desde sua fundação, em 1988. A agremiação encerrou o Carnaval 2015 em Bauru sob chuva, entrando na avenida uma hora e 15 minutos depois do horário inicialmente previsto.


O samba-enredo “Nesta festa milenar, a Bela Vista vem com seus enredos desfilar”, de Gisele Baroni Saes, foi acompanhado pelas poucas pessoas que ainda permaneciam no Sambódromo, entre 4h e 5h da madrugada de terça-feira (17). Ao longo da apresentação, foram lembrados enredos anteriores, como “João Bidu, astrólogo sensação”, “De calanga a Chico Rei”, “Um tributo ao Bela Vista”, “O que o Amazonas tem”, “Espumas de alegria, espuma da cerveja”, “Sonhei, apostei e milionário fiquei”, “Uma civilização egípcia”, “Hoje tem marmelada”, “No encanto das cores, a magia do arco-íris” e “Negro, guerreiro de real valor”.


Também por conta da chuva que não cessava e do atraso para o início do desfile, boa parte dos 350 integrantes desistiu de participar da folia. Outra dificuldade enfrentada pela Tradição foi a ausência de auxílio financeiro da Secretaria Municipal de Cultura, vetado a escolas que estão estreando ou retomando as atividades.


Mesmo assim, os componentes que persistiram tentaram demonstrar animação e samba no pé. Ao final, integrantes de outras agremiações, como a Coroa Imperial e a Águia de Ouro, invadiram o Sambódromo para celebrar o fim da folia.


A apuração das campeãs do Carnaval bauruense será realizada na tarde desta quarta-feira (18).

Palavra do presidente


“Eu achei o desfile ótimo, já que a escola saiu feliz, despreocupada e sorrindo, mesmo debaixo de chuva. Eu olhava para os integrantes e enxergava que eles estavam se divertindo. É difícil pegar uma chuva ainda na concentração. Muita gente chegou a desistir também por conta do horário. Chego à conclusão de que temos muitos guerreiros e amigos, que se propuseram a ‘dar a cara a tapa’. Estou muito feliz, porque tenho amigos de verdade.”


Francisco Carlos Saes, o Chico,

Presidente da Tradição

Divulgação

"As alas ficaram quase sem identidade. Não dava para saber o que cada uma delas contemplava do enredo", o analista Wilians Coelho da Silva

Voz do analista


Prejudicada pela chuva, falta de público e também pelo horário, a Tradição da Bela Vista entrou com pouca empolgação na avenida do samba, segundo o analista Wilians Coelho da Silva, o Nico.

“Além disso, as alas ficaram quase sem identidade. Não dava para saber o que cada uma delas contemplava do enredo, o que prejudicou a harmonia e a evolução da escola”, conclui. (Com Cinthia Milanez)

 

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