Polícia

"Eu sinto que é ele", diz filha de desaparecido

Paola Patriarca e Marcele Tonelli
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Uma ossada humana foi encontrada por moradores de uma chácara localizada na quadra 3 da rua Amadeu Cavalieri, Núcleo Mary Dota, em Bauru. Junto com os restos mortais, estavam duas peças de roupa, um relógio de pulso e documentos de identidade no nome do aposentado José Carvalho Corrêa, 72 anos, desaparecido desde o dia 17 de janeiro deste ano.

O aposentado teria trabalhado por décadas como pedreiro na cidade.

Segundo a filha, Luciana Carvalho Correa Pierine, ele saiu de sua residência, localizada na rua Alcides Domingues dos Santos, no Parque Giansante, região do Bauru 1,  enquanto a família realizava uma mudança para outra moradia.

Conforme o JC divulgou na ocasião, ele teria sido visto cinco dias após o desaparecimento, nas imediações da Praça Rui Barbosa, no Centro.

“Depois que minha mãe morreu, ele costumava sair sozinho, mas foi ficando meio esquecido. Suspeitávamos de Alzheimer, mas ele relutava ir ao médico. Esta foi a quarta vez que ele se perdeu”, conta.

Ela descreve seu pai como uma pessoa caseira e sem problemas de saúde, exceto por um início de reumatismo que ele possuía em uma das pernas.

Luciana conta ainda que sua família morou por algumas décadas em uma chácara no Mary Dota. “Suspeito que seja o lugar onde os ossos foram encontrados. Ele pode ter se perdido e achado que ainda morava ali. Eu sinto que é ele, não tem como não ser, era tudo dele”, dispara a filha. “Mesmo que nos traga tristeza saber que ele morreu, também há certo alívio, por saber que ele não está perdido por aí podendo ser maltratado ou vítima de violência”, finaliza Luciana, a única mulher entre os cinco filhos de José.

Alex Mita/Reprodução e Divulgação

Com ossada, foram achados pentes, isqueiros, dentadura e uma camiseta; veste é a mesma que José Carvalho usava quando sumiu

 

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