Bairros

"Alfredo" tem "rota de fuga" única

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.

Avenida Alfredo Maia alagada

Quando o assunto é chuva e inundação, uma das vias públicas que vem à cabeça do bauruense é a Alfredo Maia, região da Vila Falcão, mais especificamente a quadra 1 da avenida que margeia o “viaduto inacabado”, que ligará a Vila Falcão ao Jardim Bela Vista.

E não precisa ser uma chuva muito duradoura para transformar o local em uma lagoa capaz de ilhar quem por ali vive ou trabalha. Basta chover por alguns minutos para que os motoristas menos precavidos tenham seus carros submersos. Outra cena comum em dias de tempestade na Alfredo Maia é o uso de barcos para a locomoção ou resgate de pessoas ilhadas.

O ponto crítico da avenida (cerca de 300 metros) é passagem de carros, pedestres, ônibus e caminhões, além de abrigar a Sebes (Secretaria Municipal de Bem-Estar Social). E, quando chove, a população que necessita dos serviços da secretaria tem um rio a enfrentar.

A Alfredo Maia ainda é caminho para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), América Latina Logística (ALL), alguns pontos comerciais e uma igreja construída recentemente na região.

‘A gente reclama, reclama...’

A quadra 1 da Alfredo Maia, hoje, é endereço de apenas uma família que ainda resiste às enchentes. “Eu moro aqui há quatro anos, mas minha família vive nesta casa há uns 10 deles. Já perdemos muita coisa dentro de casa. A gente reclama, reclama, mas nada é feito. Com as obras no viaduto, a enchente ficou ainda maior. Veja o tamanho deste muro, a água quase chega ao seu limite. Quando chove, ninguém sai de casa”, mostra o morador Lenoar dos Santos Souza. 

Rotas de fuga

Segundo as orientações do coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, para evitar transtornos, o ideal é nem tentar trafegar pela Alfredo Maia em dias de chuva.

Entretanto, para quem precisa chegar até casas ou empresas da região, a dica é utilizar o único acesso disponível: a quadra 1 da rua José Bastos, com duas rotas de fuga nas ruas Bernardino de Campos e Sabadino Scriptore, paralelas à Alfredo Maia.


Região da ‘Praça do Relógio’ também precisa ser evitada

Há alguns metros da avenida Alfredo Maia, há outro ponto de alagamento bastante conhecido dos moradores de Bauru. Trata-se da rotatória da Praça Primaz Chujiro Otake, a “Praça do Relógio”, que liga o viaduto Antônio Eufrásio de Toledo às vilas Independência e Falcão, início da avenida Castelo Branco. Residências, igrejas e diversos estabelecimentos comerciais ocupam o entorno.

  • Rotas de fuga

  • Ali, quem desce da Vila Falcão sentido Centro deve pegar a rua Bernardino de Campos. Já para os quem seguem pela avenida Duque de Caxias, sentido viaduto Antônio Eufrásio de Toledo, o aconselhável é desviar, em meio a fortes chuvas, pela rua Célio Daibem. Do outro lado,  quem sobe pela rua Bernardino de Campos deve seguir reto e não entrar na Vereador Antônio Ferreira de Menezes, rua de bifurcação exatamente no ponto de alagamento.


    Alerta: rotatória da Comendador é ‘lago’

    Basta chover um pouco mais forte para que o caos tome conta das imediações da rotatória entre as avenidas Comendador José da Silva Martha e José Vicente Aiello, próximo da linha férrea, com a rua Benevenuto Tiritan, região que abriga o córrego Água da Forquilha (que frequentemente transborda e faz do trecho uma armadilha para motoristas e pedestres).

    Rotas de fuga

    Para evitar a rua Benevenuto Tiritan em dias de chuva, a única rota alternativa é a rua recém-asfaltada Calixto Saddo Cury. Do outro lado, quem desce a avenida José Vicente Aiello em direção à rotatória com a Comendador  José da Silva Martha não tem alternativa. Segundo Brito, o jeito é evitar a região quando a chuva apertar ou, então, pegar a rua Luiz Ferrari para voltar. Entretanto, o acesso é de terra e pouco seguro. Para quem desce da Praça Portugal em direção à linha férrea, a última saída é a rua Floriano Peixoto.

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