Bairros

Prefeitura vai apresentar outro plano à Cetesb para ampliar vida útil do aterro sanitário de Bauru


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A Emdurb vai apresentar à Cetesb um novo plano para dar vida útil ao aterro sanitário de Bauru por pelo menos mais dois anos, tempo suficiente para que uma solução definitiva sobre o destinação do lixo possa ser encontrada. A informação é de Nico Mondelli, presidente da empresa municipal que gerencia a destinação das 300 toneldas de lixo que são produzidas diariamente pelos bauruenses. Ontem, a Prefeitura de Bauru soube que a Cetesb não aceitou uma proposta apresentada pela Emdurb para prorrogar a vida do aterro sanitário local por mais sete anos.

Em nota oficial enviada à imprensa na tarde desta segunda-feira (23), a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru informou que, diante da decisão desfavorável dos técnicos da Cetesb em relação ao projeto apresentado de alteamento do aterro sanitário de Bauru, a Prefeitura e Emdurb protocolarão, ainda nesta semana, outro pedido à Cetesb, pois o prefeito Rodrigo Agostinho e os gestores da Emdurb entedem que é possível ampliar a capacidade com ajustes no atual aterro, conforme um compromisso técnico firmado com a própria Cetesb em 2011. “Trata-se de um projeto de reconformação do aterro de acordo com o Plano de Encerramento aprovado pela Cetesb em 2011, o que daria ao aterro uma sobrevida de vinte e cinco meses, isto é, dois anos”, diz Nico Mondelli.

Arquivo/Emdurb

O aterro sanitário bauruense é administrado pela Emdurb

No último dia 5, uma reunião, na sede da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) em Bauru, discutiu o futuro do aterro sanitário do município, instalado nas proximidades das Penitenciárias I e II. Um laudo do órgão estadual concluído no mês passado aponta o esgotamento do local, que recebe 300 toneladas de lixo diariamente, e, neste ritmo, sem nenhuma movimentação, pode chegar ao limite nos próximos três meses.

O aterro sanitário bauruense é administrado pela Emdurb. O aterro possui área de 200 mil metros quadrados (cerca de 27 quarteirões), e para fazer as alterações e dar um ‘respiro’ ao local a prefeitura precisará de autorização da Cetesb, cujo primeiro projeto foi negado.

Anexo ao atual aterro, uma área de 150 mil metros quadrados é opção para a Prefeitura de Bauru fazer uma ampliação e ganhar novo aterro por cerca de 20 anos. O entrave é que, além da Cetesb, o local precisa ser aprovado pela Aeronáutica, pois fica na rota dos aviões que pousam e decolam do Aeroporto Moussa Tobias (Bauru-Arealva). “Enviamos um pedido à Aeronáutica há cerca de um ano e até agora não obtivemos resposta. O comando da Aeronáutica fica no Rio de Janeiro e estamos esperando um parecer para saber se poderemos operar nesta área ao lado do aterro atual, o que nos garantiria cerca de 20 anos”, aponta o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

Leia a matéria completa no JC desta terça-feira.

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