Fotos: Divulgação |
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Alex Gaioto Martinez, o DJ Cafu, teve que recorrer à polícia, porque tem sido confundido com um professor de São Paulo que teve imagem íntima divulgada |
Internet, redes sociais e a busca cada vez mais desenfreada por informações. Essa “mistura” tecnológica, quando excede o bom senso, cai em uma questão recorrente e preocupante: o boato. Em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), Alex Gaioto Martinez, 29 anos, o DJ Cafu, conhece muito bem o drama. Há pouco mais de uma semana, ele foi surpreendido com veiculação de imagens em poses íntimas de um sósia, compartilhadas diversas vezes no aplicativo de celular WhatsApp. Na verdade, trata-se de um instrutor de academia que teve um vídeo íntimo postado em redes sociais, mas morador de São Paulo. O homem, inclusive, teria cometido suicídio por causa da exposição (leia ao lado).
O boato em Pederneiras se originou em razão da semelhança entre DJ Cafu e o rapaz da Capital. Ele mesmo reconheceu ser parecido. “A fisionomia do rosto parece bastante, mas só isso”, ponderou.
A fofoca veio à tona no sábado de Carnaval. “Uns conhecidos me disseram que estava circulando um vídeo em grupos no WhatsApp dizendo que seria eu na imagem de sexo. Eram frases desrespeitosas e caçoando de mim”, disse Cafu, que, além de DJ, é proprietário de uma loja de roupas na cidade.
Caso de Polícia
Diante dos boatos, o DJ resolveu procurar a polícia e pedir providências contra os autores da “pegadinha”, porque estaria sendo prejudicado, inclusive, profissionalmente, com a propagação online da injúria.
“Pode atrapalhar meu trabalho, pois faço casamentos, noivados, aniversários de 15 anos. Esses dias, eu estava em frente à minha loja e percebi duas meninas me olhando diferente e cochichando uma com a outra. É uma situação muito chata”, desabafou.
Para se resguardar, ele reuniu provas da ofensa contra ele e as apresentou na delegacia. “Consegui dar print (espécie de cópia de fotos ou textos) em algumas conversas no WhatsApp. Meu advogado explicou que, repassar o vídeo usando meu nome configura crime de difamação”, disse.
O caso foi registrado na Polícia Civil como injúria. Segundo o delegado de Pederneiras, Adriano Crês, as investigações estão adiantadas. “Nosso objetivo é identificar quem começou com os boatos. A pena para esse crime pode chegar a um ano de reclusão”, informou.
Para o DJ Cafu, o autor da fofoca agiu de má fé e deve ser punido. “Já está virando uma situação incômoda para mim. Se for realmente comprovado o ato de difamação, a pessoa vai pagar na Justiça”.
Suicídio
O vídeo que circulou na Internet no dia 12 deste mês seria de um professor de academia em São Paulo. As cenas mostram ele em ato sexual com outro homem e teriam sido divulgadas pela ex-namorada, após ela ter descoberto uma suposta traição.
Na manhã do dia 13 circularam comentários na Internet de que o rapaz teria cometido suicídio em razão da forte exposição. No entanto, o fato não foi confirmado oficialmente.
Boato em Bauru
No início do mês, um grupo de peruamos foi alvo de boatos em Bauru. Uma mensagem bastante compartilhada nas redes sociais e no aplicativo de celular WhatsApp afirmava que os estrangeiros percorriam as casas para vender livros com o propósito retornar ao local para sequestrar as crianças e vender os órgãos.
Após muitas especulações, o JC investigou e constatou que, na verdade, os peruanos são universitários da Universidade Adventista do Peru, que chegaram à cidade para participar do projeto universitário “Viva Melhor”, cujo objetivo do projeto é receber os estudantes estrangeiros e brasileiros para realizar trabalhos missionários em Bauru e região.
