Cultura

Unesp abre fórum de discussões sobre relações interculturais

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo JC

Clodoaldo Meneguello Cardoso é o coordenador do evento e do Observatório de Educação

O massacre no jornal francês Charlie Hebdo, periódico renomado por suas charges inteligentes e satíricas, fez o mundo discutir sobre as relações interculturais. Até que ponto podemos interferir uns nas culturas dos outros? Como isso deve acontecer? E a liberdade de expressão? Questões assim serão discutidas no fórum “Liberdade de Expressão e Relações Interculturais” que acontece amanhã, na Unesp.


O coordenador do evento e também do Observatório de Educação em Direitos Humanos da universidade, Clodoaldo Meneguello Cardoso explica que o encontro tem o objetivo de subsidiar reflexões, debate e produção acadêmica em torno da temática das relações interculturais no mundo da comunicação globalizada.


“As constantes sátiras da revista Charlie Hebdo sobre a cultura islâmica e o atentado em Paris envolvendo radicais mulçumanos expuseram um novo debate: a liberdade de expressão tem limites? Ela é um direito de todos?”, diz.


Entre os convidados do fórum estão Rosângela Vieira, que abordará “A economia-mundo capitalista e o projeto cultural homogenizador”; Eli Vagner Francisco Rodrigues, que tratará o tema “Liberdade de expressão em Kaint e Voltaire”; Francisco Machado Filho, que falará sobre “Liberdade de expressão e ética do jornalismo”.


E ainda Juarez Tadeu de Paula Xavier, que encerra a participação dos convidados com o tema “Transculturalismo no contexto do monopólio da informação”.


Logo em seguida, a palavra será aberta ao público para questionamentos, esclarecimentos e troca de conhecimento.


“Muito mais do que tomar posição ideológica a favor deste ou daquele, espera-se que este colóquio aberto ofereça subsídio para uma aproximação da realidade complexa das relações interculturais com seus impasses e potencialidades”, opina Clodoaldo.


Charlie Hebdo


O dia 7 de janeiro deste ano acabou marcado para sempre em Paris. A data ficou tragicamente conhecida como “Massacre do Charlie Hebdo”, atentado terrorista que atingiu o jornal satírico francês Charlie Hebdo, resultando em 12 pessoas mortas e cinco feridas gravemente.


O ataque foi articulado pelos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, vestidos de preto e armados com fuzis. Tudo isso foi justificado como uma forma de protesto contra a edição “Charia Hebdo”, que ocasionou polêmica no mundo islâmico e foi recebida como um insulto aos muçulmanos.


Dentre os mortos estão uma parte da equipe do Charlie Hebdo (chegaram a perguntar pelos nomes das vítimas antes de atirar) e dois agentes da polícia nacional francesa, ferindo ainda durante o tiroteio mais outras 11 pessoas que estavam próximo ao local.


Serviço


Anote aí: o fórum “Liberdade de Expressão e Relações Interculturais” será promovido amanhã, a partir das 19h30, no anfiteatro Sala 1, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru: avenida Engenheiro Luiz Edmundo Coube, 14-01. O evento é gratuito.

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