Política

Emdurb já fez novo pedido de aterro por mais 25 meses

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

Ambientalista, Rodrigo garante que aterro pode durar mais

Um dia após ter o pedido negado para o alteamento (aumento da altura) do aterro sanitário em 20 metros, a Prefeitura de Bauru, através da Emdurb, deu entrada na terça-feira (24) com novo processo, desta vez dentro da chamada ‘cota 555’, que já havia sido aprovada pela Cetesb em 2011.


O órgão estadual não confirmou ao Município quando dará um parecer sobre o novo pedido. Porém, o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, aposta nesta estratégia para que a cidade tenha mais dois anos de sobrevida ao atual aterro. “A nossa intenção é usá-lo por mais 25 meses, que é o prazo previsto neste projeto que apresentamos hoje (ontem), tempo necessário para viabilizar uma nova área, esta para pelo menos 20 anos”, explica Mondelli.


A ideia da prefeitura é fazer um novo aterro em área anexa ao atual, só que, além da Cetesb, precisa de autorização da Aeronáutica, por se tratar de rota dos aviões que partem do Aeroporto Moussa Tobias – há risco de acidente com aves como urubus, neste caso. “Quando um avião decola lá, ele faz uma curva à esquerda para seguir a rota, e passa sobre a área que pleiteamos para este aterro futuro. De qualquer forma, os aviões já passam com uma altura considerável”, argumenta o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). O pedido à Aeronáutica foi feito há mais de um ano, e não houve resposta até agora.


O presidente da Emdurb, Nico Mondelli, reiterou que pretende esgotar todos os recursos administrativos, mas ir à Justiça não está descartado em último caso. Levar os resíduos a um aterro privado também é possibilidade em último plano. “Sempre mantivemos um bom relacionamento com a Cesteb, e nossa intenção é que o nosso novo projeto seja aprovado para ganharmos dois anos de sobrevida”, lembra Mondelli.


Limite


Em contato com a Cetesb na terça-feira (24) à tarde, o JC recebeu a confirmação de que a vistoria de técnicos no aterro na segunda-feira constatou-se irregularidades “como resíduos dispostos no solo, sem cobertura, propiciando a presença de aves, como urubus e garças, e outros vetores de doenças, além de afloramentos de chorume e emanação de gases. Salientamos que o lixo estava sendo disposto na parte superior do maciço, promovendo o seu alteamento”, informou o órgão, pela assessoria de imprensa.


A Cetesb reiterou que vai aplicar multa diária de 200 Ufesps (R$ 4.250,00) caso o Município descumpra a determinação de paralisar imediatamente as operações no aterro, e que já autorizou de forma emergencial o prolongamento da vida útil do aterro, em 2011, sendo que parte do que foi acordado com o Município não foi cumprido. Desde 2014, a Cetesb diz que vem também alertando a prefeitura da necessidade de apresentação do Relatório Ambiental Preliminar (RAP) para ampliação do local.


Por parte do Município, Nico Mondelli confirma que a Emdurb seguirá operando o aterro por enquanto, e que desde o começo da semana a empresa municipal vem trabalhando e executando melhorias na área.

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