Polícia

Homem que matou vizinho com golpes de faca é absolvido

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Francisco dos Santos, 38 anos, estava preso desde março de 2014, quando se apresentou

O auxiliar de produção Francisco dos Santos, 38 anos, foi absolvido por júri popular. No início do ano passado, ele matou o vizinho com 31 lesões de faca. O homem estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru desde março do ano passado, quando se apresentou à polícia de forma espontânea. O alvará de soltura já foi expedido e a expectativa era de que Francisco saísse da cadeia ontem à noite.

De acordo com o advogado de defesa do auxiliar de produção, Luiz Henrique Mitsunaga, na época do crime, que ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2014, Francisco foi até a casa da vítima, Heleno Manoel da Silva, que atendeu a porta com uma faca nas mãos.

“Nós entendemos que o réu agiu em legítima defesa. Ele vinha sendo ameaçado pela vítima. Vale lembrar que foram 31 lesões de faca, não facadas. Elas decorreram da luta corporal entre os vizinhos” explica o advogado.

Já o promotor Djalma Marinho Cunha Filho defendeu a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e usando recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Diante do resultado do júri, realizado anteontem, a promotoria pretende entrar com um recurso, na próxima segunda-feira, para solicitar a realização de outro julgamento.

Éder Azevedo/Arquivo

Heleno Manoel da Silva

O caso

Conforme o JC noticiou, na noite do dia 23 de fevereiro de 2014, Heleno Manoel da Silva morreu após ser atingido por 31 golpes de faca. Eles moravam na quadra 4 da rua Maurícia Pereira Lima, na Pousada da Esperança 2, em Bauru. Na época, vizinhos e parentes relataram à reportagem a existência de uma rixa entre vítima e autor, iniciada, em princípio, por motivo banal.

Enteada de Heleno, Simone de Moraes, contou que, em outubro de 2013, Francisco teria agredido seu padrasto e sua mãe, respectivamente, com uma pá e uma roda de carrinho de mão. O ato fora provocado pelo fato de, na ocasião, a companheira da vítima ter varrido a sujeira do quintal para a calçada, ao lado da residência de Francisco.

Depois do crime, o autor havia fugido. No mês seguinte, porém, ele teria se apresentado à polícia de forma espontânea.

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