Ela nasceu em Bauru e descobriu o seu talento para o canto quando tinha apenas 3 anos. Aos 5, uma integrante de igreja do Paraná disse: “Um dia você gravará um CD”. Priscila Precidone da Silva, 26 anos, só não sabia que teria que travar uma verdadeira batalha contra um câncer no pâncreas para conseguir realizar o seu sonho.
A jovem conta que a sua vida sempre girou em torno da música. Sempre cantou, participou de festivais quando tinha 14 anos e tinha vontade de seguir carreira.
“Desde muito cedo canto na igreja evangélica. Quando tinha entre 14 e 15 anos, entrei para uma banda na escola e participamos do projeto Adoniran Barbosa, cantando MPB. Ganhamos em quinto lugar no Parque do Ibirapuera, foi uma experiência bem legal”, contou.
Os anos se passaram, Priscila casou-se com Bruno Luiz da Silva e tiveram a primeira filha, Ana Laura, que hoje tem 6 anos. Quando a pequena tinha apenas 1 ano, e Priscila 21, foi descoberta a doença.
“Um dia, que eu estava com muita dor abdominal, fui ao hospital e descobri um câncer no pâncreas. Eu já tinha procurado ajuda médica, mas não tinha plano de saúde. Fui até diagnosticada com pneumonia. O primeiro laudo veio com o resultado de um cisto no pâncreas medindo dez centímetros de diâmetro”, contou.
Priscila passou por uma cirurgia grande para a retirada do tumor, que já estava com 11 centímetros, na época, pesando quase meio quilo. O resultado da biópsia foi para um câncer maligno. O médico deu entre dois e três meses de vida para a cantora. Priscila segue viva. E cantando.
Dedicação
Desde o fim do ano passado, Priscila Precidone decidiu deixar o emprego que tinha como consultora em uma loja de móveis e dedicar sua vida à música e aos que mais precisam. “Eu tenho trabalhos missionários e visito doentes, fazendo muitas orações e contando sobre o meu caso”, finalizou. O CD “Âncora de Bênçãos”, pode ser encontrado em lojas do gênero gospel em Bauru.
Recuperação
Como tinha retirado a metade do pâncreas e a metade da vesícula, nesta segunda cirurgia apareceu ainda um tumor no baço. “O médico cortou a minha aorta, ela necrosou. Eu estava com febre muito alta, vários tumores apareceram e o médico disse que não tinha nada a fazer. Estava muito debilitada, e ele disse que se eu fizesse a quimioterapia seria pior. Então acabei não fazendo tratamento”.
Neste intervalo entre a descoberta dos tumores e as cirurgias, Priscila não perdeu sua fé e sempre continuava a cantar, mesmo muito fraca. “Ninguém acreditava que eu ainda cantava”, complementou.
Passados alguns meses, a cantora se reergueu, levantou da cama e lembrou-se da música “Isto é Coisa pra Deus”, da cantora Eliane Silva. “O pastor Júlio César da Silva sempre ia orar na minha casa, e um dia eu ouvi esse louvor e decidi levantar da cama. Eu creio que ali eu tomei posse da minha cura”.
Para concretizar essa cura, Priscila ainda engravidou novamente no ano passado. Nasce então mais uma bênção, a pequena Maria Luiza, que hoje tem um ano.