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Entrevista da semana: Patrícia Rossi

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 6 min

Ela faz questão de dizer que todos os seus passos são pautados pela religião e que a família é a sua base e força para realizar conquistas. Na entrevista de hoje, quem conta suas histórias pessoais e profissionais é a nova presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Patrícia Rossi. 

 

Patrícia começou sua trajetória profissional aos 14 anos de idade. E não parou de evoluir. Hoje, ela é empresária do ramo da comunicação ao lado do marido Edson Simões. Juntos, eles comandam a Central de Produções. “Uma coisa que eu sempre digo é que ninguém faz nada sozinho. Eu só consigo realizar tudo o que realizo porque ele me dá toda a retaguarda”, destaca. Leia mais, a seguir.  

 

Jornal da Cidade - Você é a primeira mulher a presidir a Acib, que este ano completa 84 anos de existência. 

Patrícia Rossi - Foi surpreendente. Minha empresa atende tradicionais lojas do comércio de Bauru há muitos anos, como a Casa Carvalho, o que me despertou o interesse sobre o papel e o trabalho da associação, que também já era minha cliente. Eu queria saber sobre o funcionamento da Acib. Associei-me e continuei o meu trabalho. Até que, em 2011, recebi um convite para fazer parte da diretoria. Aceitei, pesquisei e estudei muito sobre a rotina do trabalho para poder realizar e agregar novas ideias à associação. De diretora de serviço de expansão eu fui nomeada a segunda secretária. Sempre fui muito participativa e achei que minha indicação viria, sim, mas não agora. Mas estou muito feliz com a indicação, com essa responsabilidade a mim confiada, afinal, a Acib é uma entidade muito importante, tradicional e respeitada. 

 

JC - Quais serão os desafios de agora em diante? 

Patrícia - Há vários projetos em fase de finalização para serem apresentados à diretoria. A medida em que fui caminhando e evoluindo na Acib, fui percebendo algumas coisas que eu gostaria de aprimorar. Uma delas é a comunicação da associação com a sociedade. Realizamos muita coisa importante e, na maioria das vezes, a comunidade e os associados não ficam a par dessas realizações. A Acib se preocupa muito com a melhoria da cidade, no sentido de contribuir e fazer com que o município cresça, evolua...     

 

JC - Quais foram os primeiros passos profissionais da nova presidente da Acib?

Patrícia - Eu costumo falar que trabalho com vendas desde que nasci (risos). Estou sempre vendendo alguma coisa. Aos 14 anos de idade eu comecei a trabalhar no comércio. Passei por várias lojas, de vários segmentos. Depois fui trabalhar como promotora de alimentos, também em diversas empresas. No último trabalho, saí como gerente de equipe. Encerrei minha carreira nesse ramo porque fui convidada para trabalhar em uma empresa de comunicação, também com vendas. Fiquei por pouco tempo, porque não me identifiquei com o produto, e fui trabalhar com telemarketing na Listel. 

 

JC - Uma boa experiência?

Patrícia - Muito boa mesmo. Com o telemarketing eu pude trabalhar a minha timidez, o que me ajudou muito. Isso na primeira metade da década de 1990.  Naquela época eu estava em Piracicaba e o telemarketing não era muito difundido. Voltei para Bauru e montei o telemarketing em duas empresas, uma de etiquetas e outra de distribuição de livros. Fiz consultoria e treinei algumas meninas. Na sequência, fui trabalhar na previdência privada do Bradesco, onde fiquei três anos até conhecer um dos diretores da TBR Produções. Fui convidada a trabalhar com eles, fiz um teste e passei. Isso em 2000.    

 

JC - Foi uma nova etapa de aprendizado profissional, imagino. 

Patrícia - Sim, porque era diferente de tudo o que eu já tinha feito. Passei a trabalhar com produção comercial, vídeos motivacionais, institucionais, treinamento... Quer dizer, eu “vendia papel” e passei a “fabricar sonhos”. Gostei muito do trabalho, me dediquei, cresci bastante e ajudei a empresa a crescer.   

 

JC - Quando nasceu a Central de Produções?

Patrícia - Eu e meu esposo, que também trabalhava na TBR, montamos a nossa empresa, com todo o apoio dos donos da TBR, inclusive. Nossa empresa é uma produtora de audiovisual que produz comerciais para a TV, vídeos motivacionais de treinamento, institucionais, corporativos, aulas via web para cursos de educação à distância... A empresa foi aberta em maio de 2006.   

 

JC - Como conciliar vida pessoal com suas diversas atividades profissionais? 

Patrícia - Minha vida é toda agendada para que eu possa dar conta de tudo. Fora o trabalho e a família, eu ainda tenho os estudos. Sou tecnóloga em administração com gestão em marketing e estou finalizando a faculdade de marketing. Participo de outros projetos, como a “Escola de Você”, um projeto da jornalista Ana Paula Padrão, trabalho com as “Amigas do Peito”, fazemos as campanhas delas... Ainda sou a presidente do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE). Mas eu consigo me dividir bem entre todas essas atividades e minha família. Tenho uma neta e gosto de me dedicar a ela também. 

 

JC - Você já saiu candidata a vereadora nas últimas eleições municipais pelo PSD (Partido Social Democrático). Pretende se candidatar novamente? 

Patrícia - Isso vai depender muito de como as coisas vão caminhar na minha vida. Gosto muito de política. Fiquei surpresa com minha boa aceitação, embora não tenha tido muito tempo para trabalhar pela campanha. 

 

JC - A religião faz parte de seus dias?

Patrícia - Sou muito religiosa. Minha vida toda é pautada sobre a minha crença. Minha família sempre foi religiosa. Sou neta de italianos e crescemos dentro do catolicismo. Com o passar dos anos, meu irmão teve um problema e quase morreu. Ele foi eletrocutado e um primo nosso, evangélico, começou a fazer visitas mais frequentes na família e comecei a conhecer a religião dele. Fui batizada na igreja evangélica e estou na Igreja Apostólica Cristã desde a sua fundação, na Monsenhor Claro. Praticamente toda a minha família frequenta essa igreja.    

 

JC - Como você analisa o valor agregado pela religião na vida do ser humano?

Patrícia - Eu acredito que a religião forja caráter. Se você não tem medo de nada, se não tem receio de nada, acaba acreditando que nada tem consequência. Mas quando você tem temor a Deus e respeita os fundamentos que ele nos deixou, você se posiciona de outra forma. Por exemplo, há quem cometa delitos quando ninguém está vendo, mas Deus vê tudo. E quem crê, procura ser uma pessoa íntegra em sua totalidade, o que faz toda diferença. 

 

JC - Um desafio.

Patrícia - Minha vida sempre foi pautada em superações. Tive várias, mas a maior de todas foi superar minha timidez. Sou muito tímida (risos).  

 

JC - Por que a “nota 10” para seus pais e marido? 

Patrícia - Meus pais tiveram seis filhos, sou a mais velha. Era tudo muito complicado, difícil mesmo. Eles trabalharam muito para dar educação e estudo para todos nós. Morávamos em uma pequena casa que meu pai construiu no quintal da casa da minha avó materna. Mas as dificuldades financeiras foram favoráveis para fazer de nós uma família muito unida. Quanto ao meu marido, ele é uma pessoa fantástica, que me incentiva em tudo o que eu me proponho a fazer. Ele me incentiva e me ajuda demais no dia a dia, nas coisas da casa, dos meninos... Uma coisa que eu sempre digo é que ninguém faz nada sozinho. Eu só consigo realizar tudo o que eu realizo porque ele me dá toda a retaguarda.

 

Perfil 

 

Nome: Patrícia Rossi

Idade: 47 anos

Local de Nascimento: Bauru 

Signo: Virgem 

Marido: Edson Simões 

Filhos: Gabriel, Guilherme e Henrique, além da neta Alice

Livro de cabeceira: Bíblia 

Hobby: Leitura, culinária, viagens e estar com a família  

Filme preferido: “A Vida é Bela”; também gosto de animações, como “Meu Malvado Favorito”

Time de futebol: São Paulo  

Estilo musical predileto: Eclético  

Para quem dá nota 10: Para meu marido e meus pais: Irineu e Clarice  

Para quem dá nota 0: Para a nossa política atual 

E-mail: patriciarossi@centraldeproducoes.com  

 

 

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