Tribuna do Leitor

A minha rua


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Foi com imenso prazer que hoje vi a rua onde morei sendo asfaltada. Lembro-me dela quando jovem com muita terra e muita lama quando chovia! Saía de casa para trabalhar, levava outro sapato para trocar quando o ônibus viesse, cujo ponto ficava na Castelo Branco, uns três quilômetros de minha casa, percurso também com muita terra e erosões enormes, caminho feito a pé, logicamente.
E a vida não se resumia neste ir e vir. Retornava pra casa à noite, depois de terminada as aulas no colégio Christino Cabral, pegava novamente o ônibus Popular Ipiranga, descia na Castelo Branco, onde felizmente meu pai me esperava pra voltar pra casa.
Caminho este sem nenhum clarão, a não ser que chovesse, e tínhamos muito barro pra amassar. Mas a volta pra casa sempre valia a pena, principalmente em noites de lua cheia, quando eu e meu pai víamos o céu florido de estrelas cadentes e uma lua enorme pra nos proteger.

Élida Yonamine

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