Polícia

PM Ambiental divulga balanço da atuação durante Piracema


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PM Ambiental/Divulgação

Fiscalização em comércio de Bauru

A 2ª Companhia de Polícia Ambiental da Polícia Militar (PM) divulgou, na manhã desta segunda-feira (2), o resultado das fiscalizações feitas no período da Piracema, entre novembro do ano passado e o último dia 28, nos rios e reservatórios das 39 cidades sob sua responsabilidade. Para o comando, foram obtidos resultados favoráveis, dentro da proposta de trabalho objetivada.

Segundo nota enviada pela Comunicação Social, o trabalho foi focado nas ações de educação, orientação e segurança dos frequentadores dos locais fiscalizados, mesmo que estes não tivesse finalidade de pesca.

De acordo com o comandante, capitão Nilson Cesar Pereira, na região se localizam rios importantes, como Tietê, Jacaré Pepira, Batalha, Alambari, Turvo, Feio, Dourado,  dentre outros.

Para o capitão, uma maior conscientização por parte dos pescadores e, consequentemente, uma diminuição nos crimes de pesca é fruto do trabalho realizado por sua equipe.

Durante o trabalho preventivo, houve um aumento na apreensão de objetos relacionados a pesca. Foram apreendidos 1.557 metros de redes e nove tarrafas, contra 404 metros de redes e cinco tarrafas na piracema anterior. No último período não foram constatadas varas e molinetes, mas desta vez foram registrados 14.

O comandante esclarece ainda que apesar do aumento do número de materiais apreendidos, as recolhas de objetos foram feitas em casos isolados, envolvendo pescadores que insistem em não respeitar a legislação.


Na nota, foi informado que normalmente esses objetos, especialmente redes, são armados juntos aos rios, sem qualquer tipo de identificação, conforme determina a legislação, impedindo a identificação de seus proprietários, porém a ação preventiva acaba evitando a pesca ilegal e retira o material de circulação, evitando novos crimes.

Estabelecimentos fiscalizados

Polícia Ambiental/Divulgação

Policial Ambiental durante fiscalização de barco próximo a barragem de represa em rio da região de Bauru no período da piracema

Estabelecimentos comerciais também foram fiscalizados em maior número pela Polícia Militar Ambiental, em Bauru, porém nenhuma anormalidade foi constatada.

Para o comando, isso é consequência da divulgação maciça no período que antecedeu a piracema,  além do nível de conscientização desses empresários que procuraram regularizar a mercadoria que possuíam em estoque.

Mesmo com o término do período de Piracema, o policiamento ambiental continuará desenvolvendo atividades de policiamento ostensivo terrestre e hidroviário com o objetivo de fiscalizar, entre outras normas, o contido na Instrução Normativa IBAMA nº 26, de 02 de setembro de 2009, que estabelece normas gerais de pesca para a bacia hidrográfica do rio Paraná.

Orientações

A Polícia Militar Ambiental orienta ao pescador amador, aquele que pesca por lazer e sem finalidade comercial, que é permitido o uso de linha de mão, vara simples, vara com molinete ou carretilha, isca natural ou isca artificial, sendo permitida a pesca de no máximo 10 (dez) quilos de peixe e mais um exemplar por pessoa.

Ao pescador profissional, quanto aos petrechos e métodos, prevalecem as normas vigentes conforme a Instrução Normativa IBAMA nº 26/09.

Em todos os casos, para pescadores amadores e profissionais, vale lembrar que sempre é proibido pescar:

a) em lagoas marginais;

b) a menos de 200 metros a montante e a jusante de cachoeiras e corredeiras;

c) a menos de 500 metros de saídas de efluentes, confluências e desembocaduras de rios, lagoas, lagos e reservatórios;

d) a menos de 1.000 metros a montante e a jusante de barragens de empreendimentos hidrelétricos;

e) a menos de 1.500 metros a montante e a jusante de mecanismos de transposição de peixes.

É proibido ainda, a todos, o armazenamento e o transporte de pescado sem cabeça ou em forma de postas ou filés.

 

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